PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Lobito depois do sol

Dúvida sobre a postura do inquiridor durante o censo populacional

"Naquelas famílias enlutadas, no momento em que estão reunidos porque alguém faleceu, como deve o inquiridor proceder? Deverá abordar mesmo as pessoas que estão visivelmente tristes?"
In Telejornal, TPA1, hoje

Citação

"Nós vemos, por vezes, em instituições de defesa ambiental, que não está ninguém no escritório, mas o ar condicionado está a trabalhar e as luzes acesas." (do representante da Juventude Ecológica Angolana, entrevistado pela Rádio Nacional de Angola, hoje)
Acrescento eu: e vemos também, por vezes, nas mesmas instituições, que as plantas/flores que adornam a mesa são de plástico.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

É o próprio rio

Despir-me-ia à brisa 
ao nível da sua nudez 
azul interior

Ao aroma deste conforto 
da afonia do provérbio 
tudo é cibernético 
também o pudor

Se a ponte estagna
virtude única
é o próprio rio
ou a massemba
ou o tambor.

Gociante Patissa, in «Guardanapo de Papel», livro de poesia com edição em curso

Segurança

Para mais um debate politicamente incorrecto

Q1: Se temos um país que é um conjunto de nações, o tal mosaico etnolinguístico e cultural, de onde é que tiramos a ideia de que o semba é a bandeira musical angolana?
 
Hipótese: "A capital geográfica do poder é também o centro dos padrões" (autor desconhecido). Nesta óptica, se a capital angolana estivesse no Leste, muito provavelmente seria o ciyanda a música/dança com maior investimento oficial e visibilidade.

Um olhar para lá do exótico: a dança, quase sempre associada à canção e ritmo peculiares está, na maioria das etnias africanas bantu e pré-bantu, associada à vivência dos povos, desde a celebração da caça, combate ou colheita sazonal, à súplica aos deuses.Naturalmente, tendo em conta que cada povo vive conforme a sua idiossincrasia, o semba poderá não significar rigorosamente nada, excepto algo que deve merecer o respeito pela cultura "do outro", vá lá, para outros povos do território angolano.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quando fores velha

Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Ainda o Novo Acordo Ortográfico (autor desconhecido)

Just a matter of faith

Com o avanço das tecnologias, ser-se artista passou a ser uma questão de fé. Se eu acredito que sou cantor, escritor, pintor, ou qualquer outra modalidade, eu sou-o. Depois é convencer a imprensa. Um dia, se sobrar tempo, virão a aprendizagem e a preocupação estética, meros complementos que são.

Turistas em Portland, Oregon

Tentação (temptation)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

(excerto) MÍNIMO TOQUE

"Quantos meses?"
"Seis."
"E o bebé?"
"Nove."
"Têm que pensar no planeamento..."
"Ela não aceita!"
"Não?!"
"É confusão."
"E outros métodos?"
"Ela é mesmo assim; mínimo toque, já fica grávida."

Desobediências do rabo de pato. Mártires do Kifangondo, Luanda

Por esta pátria das minhas raízes

A falência do jornalismo

Quando um órgão de comunicação social, no caso britânico, apresenta, a pretexto de investigação, uma reportagem reinventando "first hands" na saga de torturas alegadamente praticadas por Ghadaffi, na Líbia, desta vez sobre violação sexual de menores, facilmente chegamos à triste conclusão de que o jornalismo vai cada vez mais à falência. O altruísmo filosófico da profissão anda há muito engolido pelo interesse dos poderes político e económico, que se confundem ultimamente um com o outro. A pergunta de retórica seria: o ocidente, com a Inglaterra na frente da poça chamada NATO, já esclareceu as circunstâncias da morte daquele prisioneiro de guerra, ou será este um jeito subtil de preparar a opinião pública no sentido de considerar o assassinato como justiça feita? Enfim, como, no jornalismo, o valor da notícia é associado ao interesse público, se calhar é ainda a versão exótica de África que interessa ao público em terras da rainha. Such a shame!

Pão seco


Pão seco, um dos motivos de crónica do projecto de livro com edição em curso. No caso, o pão seco do bairro da luz, Lobito, nas caminhadas casa-escola. Alguém que tenha tido tal experiência podia, já agora, ajudar a definir pão seco? Hahaha

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dar de comer o homem aranha

Se for para lutar por cadeiras, que seja uma daqui

Em Janeiro de há quatro anos, andava pelas Américas. Miami Beach

Empatia

“Muitos cantores desfilam a ignorância nos palcos. Nos órgãos de comunicação social passam o egoísmo, a vaidade, a paranóia de ser estrela”, diz Carlos Ferreira "Cassé"

«Carlos Ferreira diz que existe hoje em Angola uma banalização da arte de se fazer boa música. Cassé culpa os órgãos de comunicação por passarem muitos disparates de quem acha que já é uma estrela, independentemente de conhecer a arte musical. “Muitos cantores desfilam a ignorância nos palcos. Nos órgãos de comunicação social passam o egoísmo, a vaidade, a paranóia de ser estrela” desabafa Cassé. E para esta geração de jovens músicos que fazem do Kuduro ou outro estilo musical e nada diz naquilo que compõe, Carlos Ferreira “Cassé” aconselha a leitura, a poesia, a busca pelo conhecimento na literatura e no ouvir outras canções de sucesso nacional e internacional». In Voz da América

sábado, 18 de janeiro de 2014

Se ao menos vendessem telemóveis com uma bola de cristal...

Há dias que gostaria (mesmo!) de não ter telemóvel. Isso ocorre, entre outros motivos, quando recebo chamada depois da meia-noite, com o meu já pouco sono interrompido, para conversa de “miudezas” (só porque a operadora criou o serviço de chamadas alegadamente grátis até às 5 da manhã. O paliativo é ir para a cama com o aparelho desligado, o que por acaso prefiro, apesar de desagradar alguns familiares). Outro motivo é quando recebo mensagens não assinadas de utentes da operadora concorrente (por isso contactos desconhecidos, mas que se melindram quando procuramos saber quem está do outro lado da linha). Quer dizer, os cientistas têm de se associar urgentemente ao mundo dos búzios. Se ao menos vendessem telemóveis com uma bola de cristal, adivinharíamos já tudo, para felicidade de todos.

Pode servir

Para um debate politicamente incorrecto

Defendo que é necessário deixar de ver o poeta como um simples animador de encontros/eventos. O poeta é por vocação um pensador.
1.Mas o que é o poeta, uma promessa ou um caminho feito?
2. Se logo nos primeiros passos, já saímos de casa com a convicção de sermos bons, ao ponto de o título poeta vir antes do nome, será um indicador de luta pela afirmação ou pedido de orientação?
3. E quanto à competência no uso da ferramenta, no caso a língua usada, como vamos e com quem contar para superar? 
4. Que outros meios, referências ou modelos, a par do Facebook e da República chamada telenovela, se recomendam para enriquecer a cultura geral?

Sem edição. Benguela, ontem

(Nikon 3100, Nikkor 55-200 (1/20; f11; 100))

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pensando bem na relação entre Angola e China no que se refere ao empréstimo na linha de crédito para a reconstrução nacional...

"Neste jeito de quem empresta para a reconstrução impor que seja a mão-de-obra dele a levar a cabo o trabalho, qualquer dia, o homem da farmácia, depois de vender a camisinha, vai exigir que seja ele mesmo a aplicá-la."

Arquivo da nossa passagem pelo Huambo

Foto de Chico Pobre Pobre, pela amizade e pelo Movimento Lev'Arte. Foi uma experiência marcante. Poucos recursos, pouco tempo, mas bons contactos e influências. Valeu de igual modo o imenso contributo de Capui Lara, da Brigada Jovem de Literatura.

Minhas crónicas já não me pertencem

Durante sete anos, desde 2006, para não falar no abstracto, o blogue angodebates foi responsável por superar a preguiça em termos de produção. É aí que deposito meu inconformismo de "sociólogo" e jornalista frustrado" (no sentido de que não foi possível seguir tais caminhos). A denominação foi influenciada por um programa radiofónico semanal de mesa-redonda e debates sobre o exercício da cidadania e saúde pública, que o autor realizava e conduzia através da Rádio Morena Comercial sob iniciativa da Associação Juvenil para a Solidariedade, organização da sociedade civil angolana em Benguela. Inicialmente dedicado ao resumo e pinceladas aos assuntos debatidos, o blogue, sem deixar de ser generalista, não tardou a encontrar a sua linha de marca. Tinha falado mais alto o bicho de «cronicar». Os textos acabavam publicados também na secção de escrita criativa do «Boletim A Voz do Olho», igualmente projecto informativo, educativo e cultural mensal da AJS, de que o autor é co-fundador. São 27 ao todo, foram-se pelo oceano, e quando regressarem daqui a uns meses, pronto, pertencem a outrem, a quem tiver acesso ao papel. O livro rouba sempre coisas da gente.

Um motivo perdido

Voltei da repartição com a sensação de se ter perdido um pouco de graça na relação que me ligava àquela rua. O que se passa é que fui em mais uma tentativa para ver se estava pronto o título de propriedade do meu carro actual. É sempre assim, promete-se a emissão do documento para 40 dias, mas aquilo leva mais de 6 meses. Esse intervalo passa a representar uma espécie de vivência, na rotineira ida para o averbamento do papel provisório, nos desabafos comedidos e previsíveis pela demora e, com isso, os apelos do funcionário da conservatória de registos automóveis à paciência. Acontece que ontem, lá posto, encontrei, infelizmente, o título pronto. Fim do ciclo. Agora, aonde mais irei para reclamar, desabafar, o que na verdade é um pretexto também para assinalar nossa vivência em sociedade? Não será o excesso de burocracia um fenómeno social que é já parte da nossa graça? Hahaha Bom dia e boas burocracias. Gociante Patissa

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Divagação livresca, outra mais

Sabe, aquela coisa de texto/inspiração que surge e a gente tem a convicção de se tratar de uma obra boa, mas... justamente alguns dias depois de você fechar o projecto e ter já enviado para o editor/paginador!

Divagação livresca

Pelos livros, é uma viagem sempre boa... ainda por cima, sem risco de acidentes.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Canteiro da Cultura, Huambo

Citação

"Há hoje uma excessiva proliferação de ideologias. Eh, porque votar é um exercício de cidadania, votar é um acto de cidadania. E pergunto: Comer não é um acto de cidadania? Beber não é um acto de cidadania? Para mim, estes são os maiores exercícios de cidadania que existem, porque sem comer, sem beber, morre-se" - (Fridolim Correia Kamõlãkámwe)

sábado, 11 de janeiro de 2014

PERGUNTA DE UM LEITOR NO HUAMBO: "Porquê tanto ódio contra Luanda?"

-REACÇÃO PERPLEXA DO AUTOR DO LIVRO: 
"Ódio? Como assim?"
-TRECHO QUE MOTIVOU A PERGUNTA: 
"Os que odeiam a cidade de Luanda são muitos, e têm razão. Os que a amam não são poucos nem estão errados. Aqueles a quem Luanda não aquece nem arrefece são vários, e estão igualmente certos. É que a capital é um eterno modelo de contrastes, assim entende Man’Toy. Ele, inclusive, não pensou duas vezes quando, por coincidência, saiu a carta de condução e surgiu o primeiro emprego, o de motorista funerário."
(Obs: É o parágrafo que abre a narrativa no livro "Não Tem Pernas o Tempo", pág. 17. União dos Escritores Angolanos, Luanda,2013)

Como despir o livro do carácter repelente?

"O pão e o livro devem ter a mesma prioridade", diz a nobre campanha. Quando se chega à realidade angolana, a questão que se impõe é: quanto custa o pão e quanto custa o livro? Até quanto o cidadão pagaria por uma refeição, até quanto o cidadão pagaria por um livro comum? Para o meu bolso, acima de três mil kwanzas (USD 30), o livro é um luxo que não se pode custear regularmente. O mesmo se aplica às refeições. Como fazer com que o livro custe cada vez menos caro e, quem sabe a partir dali, seja cada vez mais atraente?

Jornalismo em línguas nacionais ou mera tradução da informação?

Uma das questões que inquietam quem acompanha os serviços de informação radiofónica reside na prática cada vez mais comum: os locutores de línguas nacionais (de matriz africana), a quem designamos de jornalistas, são em boa verdade meros tradutores da edição em português. O que é pior, a tradução/interpretação é feita a quente, de improviso, sem texto, com os tropeços e deturpação que se podem imaginar. Um exemplo é peixe seco ser traduzido como "ombisi yomukaku" (quando "mukaku" significa assado). Enfim, se jornalismo é recolha, tratamento e difusão de informação, os nossos locutores em Umbundu não passam de vítimas da subalternização, onde a língua oficial segue como factor de auto-negação identitária. Na realidade Umbundu que domino, caso das províncias de Benguela e Huambo, a Rádio Mais do planalto é a única que experimenta um serviço autónomo, onde os noticiários incluem registo sonoro dos interlocutores em Umbundu. Como até somos dados a imitações, não custava seguir-lhes o exemplo.

O mestre que disso não passava

"Tinha a mania de acreditar que o belo, antes de se perder pelo mundo, brotara do seu quintal onde, ainda segundo suas absolutas sugestões, acabará por regressar para respeitar a lei da vida, que é incompleta sem a morte. E por assim ser, dedicava a cada dia alguns minutos ao mais florido cantinho do quintal. Cruzava as pernas com um livro na mão. Não era um canto qualquer, tratava-se de um com vista privilegiada. Pela janela, via-se do lado de dentro uma estante. O orvalho a escorrer pela vidraça dava a impressão que os livros andavam muito bem conservados num frigobar. É nessa altura em que lhe vinha à cabeça a alegria de camponês que completa o ciclo com um escoamento eficaz. Nesse instante dava um gole, entornava um pouco para regar o chão, e acreditava que na manhã seguinte estaria a nova poesia a germinar. Talvez no chão, talvez num qualquer pregão. Apenas algo menos bom: era como se fosse inorgânica a poesia que do seu canteiro não nascesse". (Gociante Patissa, crónica em construção 15.11.12. Benguela).

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CITAÇÃO

"Viver só da arte é um suicídio bem divertido" - de um dos participantes ao debate na Rádio Huambo sobre a situação actual do fazedor de arte naquela província

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Momentos: Lançamento do livro Não Tem Pernas o Tempo, Huambo 08.01.2014

Na tarde de 08 de Janeiro, foi lançado o livro "Não Tem Pernas o Tempo", no recinto da Direcção Provincial da Cultura, no âmbito da Feira de Variedades para saudar o Dia da Cultura Nacional. Foi determinante a cooperação dos amigos Capui Lara, da Brigada Jovem de Literatura, e Chico Pobre Pobre, do Movimento Lev'Arte. A imprensa teve uma actuação impecável. Foi igualmente rever amigos.
 Autografando para o vice-governador Guilherme Tuluka
A gratidão pelo acolhimento e o encorajamento do mais velho Guilherme Tuluka (vice-governador do Huambo)


 Haja pulso! hahahaha
 Falando à Rádio Ecclesia
Depois da entrevista ao caça-palavras da repórter Rádio Huambo, Neusa Kamati, pois cá vão simpáticos sorrisos para a posteridade
 Falando para a Angop

Huambo: Amantes da literatura já lêem obra "Não tem pernas o tempo"

texto da Angop - A obra, editada pela União dos escritores Angolanos em 2013, foi publicada oficialmente em Agosto do mesmo ano na província de Benguela.

Huambo é a segunda província do país a beneficiar-se da mesma. Em declarações à Angop, o escritor disse que o livro, escrito em prosas, espelha o reencontro dos angolanos após vários anos de guerra. Adianta que aborda aspectos relacionados ao contexto social e político de Angola nas últimas décadas, a paz como elemento fundamental na vida dos cidadãos, a realização profissional, entre outros.

Na sua obra, com 16 capítulos e 121 paginas, o autor divide a história de Angola do ponto de vista político e social, em quatro décadas, (época pré-independente, pós independência, de guerra e de paz e reconciliação nacional).

Gociante Patissa é também autor de “Consulado no Vazio” (poesia), publicada em 2008 e “Última Ouvinte” (contos), de 2010.

O escritor, membro da União dos Escritores Angolanos, nasceu em 1978, na comuna do Monte Belo, município do Bocoio, província de Benguela, e tem na forja e edição de mais duas obras.
08 Janeiro de 2014 | 21h28 - Actualizado em 09 Janeiro de 2014 | 06h54

Esta tenda e a mesa adornada foram organizadas quase de surpresa pela própria Direcção Provincial da Cultura do Huambo especificamente para o lançamento do livro Não Tem Pernas o Tempo. Não foi preciso pedir favores. Viva a cultura ao serviço da cultura!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O Programa Sagrada Esperança, da Brigada Jovem de Literatura no Huambo, teve como convidado da edição de 7 de Janeiro 2014 o escritor Gociante Patissa

No estúdio da Rádio Huambo a ser entrevistado pelo Capui Lara, mentor do programa Sagrada Esperança, da Brigada Jovem de Literatura. Daqui a pouco coloco no mural o link para o áudio de 17 minutos

Gociante Patissa entrevistado pela Rádio Mais do Huambo sobre lançamento do livro "Não Tem Pernas o Tempo" 06.01.2014

NOTA DE IMPRENSA: Lançamento do Livro "NÃO TEM PERNAS O TEMPO"



Para vossa prestimosa cobertura jornalística e divulgação, no dia 08 de Janeiro, às 14h00, será lançado o livro "Não Tem Pernas o Tempo", no recinto da Direcção Provincial da Cultura, no âmbito da Feira de Variedades para saudar o Dia da Cultura Nacional.

O livro foi editado pela União dos Escritores Angolanos em 2013 e é um retrato social que atravessa as últimas quatro décadas. A trama começa em Luanda nos primeiros anos da Angola independente, quando o motorista funerário Man’Toy perde emprego, por se ver tentado a consolar uma jovem viúva em pleno cortejo, gesto interpretado como assédio pela sogra desta. Mais tarde, na viagem de Luanda para o Bié, o autocarro em que seguiam acciona uma mina terrestre, resultando disso a amputação de uma perna ao personagem principal e o desaparecimento da namorada. O ano de 2002 e o fim do conflito armado vêm reforçar as esperanças de reencontro, entretanto dificultado por desconhecer o sobrenome da pessoa que procura.

Citação

"Com Eusébio aprendi que quanto maior somos, maior é nossa humildade." - Akwá (in Portal Angop, 06.01.14)

Turismo interno: De volta ao Huambo para lançar livro

Para vossa prestimosa cobertura jornalística, presença ao acto e divulgação entre amigos e familiares, no dia 08 de Janeiro, às 14h00, será lançado o livro "Não Tem Pernas o Tempo" (prosa), de Gociante Patissa, no recinto da Direcção Provincial da Cultura-Huambo, no âmbito da Feira de Variedades para saudar o Dia da Cultura Nacional.

domingo, 5 de janeiro de 2014

CITAÇÃO

"Aqui, nós vivemos a ficção. Por isso, a ficção é vida." - spot promocional da área de ficção da Televisão Pública de Angola.

Citação

"Onde há liberdade, quem fala não pode ser herói." - Domingos da Cruz, in Voz da América 03.01.2014

"Nação Coragem" ou a foto de Sérgio Guerra

© SÉRGIO GUERRA

«(...) Inusitado, porém, era o impulso com que o visitante se sentava diante do televisor, a seguir ao telejornal, para acompanhar o programa Nação Coragem.


Milhares de pessoas engrossavam diariamente as filas orientadas pela produção do programa, em Luanda, cada com a foto do familiar desaparecido e uma tocante mensagem. Vinha gente do norte, do centro, do sul, enfim, de subúrbios inimagináveis, vinham também esperanças da diáspora. Resistiam à fome e ao cansaço das horas que antecediam a gravação do Ponto de Encontro. Umas vezes, Veremos explodia de alegria diante da tela, contagiado por mais uma reunificação familiar. No entanto, também se davam desencontros ou, na mesma proporção, infelizes certezas de que A ou B já não está em vida, depoimentos de cortar o coração! E ele não resistia, derretia-se em lágrimas.

E enquanto assistiam…
— Mano Veremos, eu admiro bué o teu amor por esta miúda, a sério! É de dar varizes no coração… E se ela aparecesse, já esposa de outro homem?
— Amigo Perdido, estou em crer que as pessoas têm o direito de reaver, com a chegada da paz, o que a guerra lhes roubou.
— Acho que não me satisfez a resposta…
— Espero ter de volta a mulher. Acho que a paz é isso. Senão, um gajo acaba por se sentir um veterano da ironia do próprio Deus. Seria demais… É isso…
— Ya, estou a ver. No fundo, o que move as pessoas não é tanto dos actos infelizes, mas a sua própria impotência perante estes(...)»

In «Não Tem Pernas o Tempo», Pág 101-102, União dos Escritores Angolanos 2013
OBS: Foto de Sérgio Guerra.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Turismo interno: Visitar Chamumi e praia da Makaka, 9 anos depois

A última vez que ali estive foi em 2004, para participar numa actividade organizada pelo Ministério da Juventude e Desportos. Fui enquanto líder de associação juvenil e, no quadro dessa associação, realizador e apresentador de um programa radiofónico de debate sobre reconciliação e prevenção de conflitos.
É a parte mais melindrosa do troço, entre a montanha e o precipício para o fundo do oceano. Há que reconhecer que um trabalho de desbastamento diminuiu a sensação de perigosidade que do local guardava. Tanto assim que deu para parar ali mesmo e tirar umas fotos
 As pedras que foram buscar aparência ao próprio mapa de África
 Praia da Makaka, aproximadamente 5 Km da vila da Baía Farta