PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"jornalista tem que ser mulher"


Ele (enquanto brinca com o meu cabelo): "Ó tio, jornalista tem que ser mulher".
Eu: "Não, Ataíde, homem também pode ser jornalista".
Ele: "Não, tio, homem tinha que ser jornalisto, mulher é que fala jornalista".
Eu: "Ah, é?"
Ele: "Sim. Jornalista é mulher, jornalisto é homem".
PS: Agora digam-me só. Explico como a esse menino de quatro anos?

Literatura esteve no centro de um encontro animado no INE


A convite da Coordenação de Língua Portuguesa e seus parceiros do Programa de Apoio ao Reforço do Ensino Secundário em Angola, "Saber Mais" (Instituto Camões), tive esta manhã um animado encontro com estudantes da 10ª classe na Escola de Formação de Professores de Benguela, ex-Instituto Normal de Educação (INE). A sessão foi muito bem organizada, a entrega dos estudantes foi boa, o que facilitou ainda mais a interacção. Falamos do meu percurso literário, tocamos um pouco na história da literatura e o actual estado em Angola, bem como da importância da leitura. Houve ainda leitura e excertos dos livros "Consulado do Vazio", poesia, "A Última Ouvinte", contos, e "Não Tem Pernas o Tempo", novela. Muito obrigado a todos pelo carinho nessa divulgação da literatura.

"Quem não tem mãe não tem nada!", de uma amiga minha no Cemitério da Catumbela.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Teatro em Portugal: “A RAÇA FORTE” patente de 31 de Outubro a 10 de Novembro

Tragédia retratando tradição Yoruba, ‘A Raça Forte’/'The Strong Breed’, de Oluwole (Wole) Soyinka, estreia a 31 de Outubro, ficando patente até 10 de Novembro, no Teatro do Bairro, Lisboa, com encenação de Nuno M. Cardoso e produção do Teatro GRIOT. Conforme sublinha a nota dos organizadores, o autor é escritor e dramaturgo nigeriano e o primeiro africano negro a ser agraciado, em 1986, com o Nobel da Literatura.

"Depois quero falar contigo"


Em pequeno, despertava medo: ameaça dos adultos por uma travessura nossa.
Hoje, já adulto, mantém-se o espectro do medo: significa que alguém nos vai pedir dinheiro, pois há sempre quem pense que moramos num cofre bancário.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Projecto “Escolinha de Artes, Traços e Cores”... NÚCLEO DE PINTORES SOMA 18 ANOS A PREPARAR NOVOS ARTISTAS.(Reportagem Jornal Cultura, 28 de Outubro a 10 de Novembro de 2013- texto e foto: Gociante Patissa).


António Jamba, 20 anos, morador do bairro do Kasseque, na cidade de Benguela, ocupa as suas manhãs de pincel à mão, transformando vazios em imagens, entre silêncios e orientações pontuais que recebe no antigo edifício da Companhia Açucareira, à Praia Morena. Tem sido assim há oito meses.

Jamba é dos mais dedicados e enche de alegria os professores, talvez por estar consciente do seu estatuto especial. “Mora longe e não tem capacidade financeira de pagar a propina mensal, que são 2 mil kwanzas”, revelou o coordenador do projecto, José António Júnior, ou simplesmente Ducho. Jamba é o terceiro bolseiro. “Não vamos cobrar todo o mundo. Cobrar por cobrar não nos vai enriquecer”, sublinhou Ducho, que vê o altruísmo como investimento: “Sabemos que, quando um dia se tornarem grandes artistas, vão-se lembrar da escola e dos mestres”.

Jamba soube da escola por intermédio de um primo. “O meu pai, quando viu que eu era bom a desenho, procurou informações para melhorar os meus conhecimentos”, disse. Questionado quanto a eventuais dificuldades, uma vez sair do desenho livre para um universo com parâmetros, respondeu: “Como aluno, tudo é difícil, mas com a ajuda dos professores, pouco a pouco vai”.

Entre os formadores, está a luandense Maria Armando, que assina pelas iniciais “MA” e prefere ser tratada por assistente de formação, ligada ao Núcleo de Jovens Pintores há dez anos. “Aprendi aqui a desenhar e a pintar. Tive oportunidade de ter três mestres, o Ducho, o Abias e o Jó Delgas”, contou. O seu envolvimento com as artes vem de herança familiar: “Nasci num meio de cultura, carnaval e dança tradicional”. MA, muito apaixonada pelo que faz, ressaltou algumas dificuldades comuns na lida com os pintores do futuro. “Às vezes encontramos adolescentes que querem fazer tudo de uma só vez e acham que já sabem o suficiente”, partilhou.

Entrevista ao artista plástico Ducho: “O trabalho é o que nos distingue” (Reportagem Jornal Cultura, 28 de Outubro a 10 de Novembro de 2013- texto e foto: Gociante Patissa).

Ducho (José António Júnior) falou ao Jornal Cultura nas vestes de coordenador e co-fundador do Núcleo de Jovens Pintores de Benguela, aberto em 1995, chegando a ganhar em 2009 o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Artes Plásticas.

Membro da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), tem uma relação com o pincel que data de 1988, destacando-se na sua carreira a restauração da pintura do italiano Valentim, na Lupral; bem como a exposição por ocasião da inauguração das novas instalações do Mincult em 1993. Em 1994 participou da exposição dos artistas benguelenses em Portugal, organizada pelas Acácias Rubras em Sintra, exposta no Palácio de Valências, pousada da Juventude e Monumento. Foi ainda o segundo classificado do concurso Prualb Arte de 1997.

JC: Como surgiu a ideia da Escolinha de Artes?
Ducho: A ideia não foi nossa, a procura é que fez com que abríssemos a escolinha. Como em Benguela não há escola de artes plásticas como tal, e sendo um núcleo de artistas auto-didactas, tentamos passar às crianças e aos jovens o que temos vindo a aprender, três vezes por semana, uns de manhã e outros de tarde. Temos muita adesão e notamos que há muitas crianças com este dom. De Janeiro a Novembro, todos os dias entram crianças, trazidas e recolhidas pelos pais. Vamos acima de 50 inscrições.

JC: De onde vem o material?
Ducho: Utilizamos material local. A tela é mesmo de pano-cru ou outro tipo de pano que permita ser adaptado. Os próprios alunos fazem a armação, esticam a tela. Compramos a tinta aos portugueses e libaneses. Temos preocupação em usar guache porque não tem cheiro e é lavável, não representa risco à inalação pelos mais novos.

JC: Qual é a finalidade, tendo em conta os custos do material gastável na formação?
Ducho: A finalidade é mesmo expor e vender. O preço vai de 50 a 100 USD. Geralmente vendem o desenho que fazem a carvão, feito nas aulas práticas.

JC: Quais são as vossas principais dificuldades?
Ducho: São muitas. Materiais, condição de sala de aulas. Estamos aqui mas as instalações não são nossas. São do Ministério da Cultura, sob tutela do Museu.

JC: Haverá algum formando que vos sirva de orgulho enquanto resultado?

Curiosidade: QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE ESTA INSTITUIÇÃO E O LIVRO "NÃO TEM PERNAS O TEMPO"?


Resposta: A PEDRA (que foi, na vida real, o título do Jornal Mural que coordenei e baptizei em 1997 como exercício da disciplina de Integração de Conhecimentos, dada pela formadora Maguy, durante o CURSO DE PEDREIRO ministrado pelo IED- Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, ONG do Engº Marcelino, financiada pela União Europeia em parceria com o INEFOP-Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional. Outros cursos seguiram a nossa "lógica", tendo sido O CANAL, o de canalizador, O CHOQUE, electricidade) 

COMO FICOU A PEDRA NO LIVRO? Pois aqui vai um trecho: 

"Perdido segurava a vela, enquanto o amigo rabiscava num papel a ideia. A ONG até já tinha nome: A-PEDRA — Associação de Promoção da Educação para o Desenvolvimento e Reintegração em Angola (na Verdade, havia lá no fundo um A, de António, e um P, de Perdido). A dupla empenhou-se a fundo na Legalização da ONG, ao que se seguiu a divulgação através de cartas de intenções e estabelecimento de parcerias estratégicas e aliados.
Já em posse da escritura, Veremos e Perdido faziam troça de si mesmos, recordando os borrões e as rejeições notariais. Houve inclusive uma ocasião em que ambos, na qualidade de grupo de cérebros que até então vinha tendo ritmo criativo aceitável, entre concessões e troca de ideias, passavam a enfrentar um impasse durante a elaboração dos estatutos. Um categorizava a Mesa da Assembleia Geral como sendo o órgão soberano, dada a natureza cooperativista do projecto. O Outro lado impunha que nada mais além de Deus podia ser soberano. Qualquer um podia pegar na Lei das Associações, adaptar os artigos essenciais, sem tempo para qualquer consulta de especialidade. Nada fazia crer que os próprios funcionários do cartório notarial tivessem grande perícia. ONG’s surgiam às dezenas por mês, muitas delas chegando a falir logo a seguir." Pág. 74-75

domingo, 27 de outubro de 2013

De autor desconhecido

Crónica: RIQUEZA AOS TOSTÕES, por Osvaldo Gomes

NOTA: Entre os jovens aspirantes a escritor e com indicadores bem encorajadores no género prosa (há muito trabalho ainda pela frente, claro!), partilho hoje algo do punho do Osvaldo Gomes. Elogio nele duas qualidades, o sentido de observação e o sentido de síntese. Penso que com mais prática, mais leitura e, quiçá, resistindo ao encandeamento dos elogios, ele chega lá. GP
RIQUEZA AOS TOSTÕES


- O próximo!
O cliente entra, ela recebe a factura, concentra os óculos com o indicador esquerdo, confirma os dados no monitor.
- Quinhentos kwanzas senhor.
- Desculpa!?
-O senhor tem conta de quinhentos kwanzas.
- Não. A conta é quatrocentos e treze, minha filha.
- É pra facilitar o troco.
- E então eu já não trouxe mesmo os tais quatrocentos e treze?! - A clientela nos bancos de espera, ou melhor a bicha, pôs-se aos risos e aos murmúrios.
Uma mudez de expressão invadiu a jovem pelo insucesso da flagrada artimanha que, pelos vistos e a passos da bolsa de Tóquio, rendia-lhe um segundo salário.
- Ó filha – falava o cliente, velho – esta é a terceira vez que venho acabar o pagamento desta factura. Tudo pode esquecer, mas a dívida… a dívida dorme, acorda e anda connosco.
por Osvaldo Gomes 

Um pedido especial aos ilegais e os nutridos de cultura superior, sendo que a última premissa é a mais realista...

Sunny outside, camera on stand by, little car ready to go, but... Me on duty. I deserve it!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

NO WC DE UM RESTAURANTE DO CENTRO DA CIDADE...

A gerência imprimiu em folha de papel A4 uma advertência: "Por favor, não deite papéis na sanita". Aproveitando a vantagem de ser incógnito, alguém (que tanto podia ser um cliente, ou um funcionário) replicou à caneta: "Porquê?" Ao que veio, também à mão, a tréplica: "Porque é como a sua barriga, vai entupir".

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sim, limpeza à venda a retalho

Vamos fazer pouco barulho, ya?! Peixes e caranguejos estão atentos à novela

3."Tchamãle okutala" - by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

2."Nda Sala Ulika" - by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

"Nakalungu"- by Kupeletela

Chama-se Kupeletela a voz emergente mais popular na música nos palcos do município do Bocoio, Benguela. O nome, adoptado de uma parábola que na língua Umbundu ilustra a dialéctica da vida, resume-se no seguinte significado: Se vou dormir, perco o convívio; se fico no convívio, perco o sono. Enquanto os apoios não chegam, Kupeletela segue mostrando o que faz e pode vir a fazer, fazendo circular no restrito meio do município e aldeias o seu carisma. é certamente uma voz a ter em conta no que se refere a temas de recolha e divulgação de hábitos e costumes da etnia Ovimbundu, sem perder de vista a observação social de todo um país. Sem variar muito de temática, Kupeletela busca versatilidade de estilos, praticando sungura, o afro house e algum ku-duro. Olhemos para este emergente talento, que é certamente um limão com muito sumo ainda por dar. gociantepatissa@hotmail.com

sábado, 19 de outubro de 2013

Divagações

"Passeávamos por ditos e aforismos, daqueles exercícios de fazer tempo como exige a digestão, processo que mal deve ter noção do mal que é adiar o ímpeto de poisar nossos lábios irrequietos noutro par sinónimo da pessoa que nos completa a paixão. Dizendo-se gostar de todos, sua filosofia resumia-se em duas palavras: conformar-se nunca. Sorri, antes de lhe fazer festinha na ponta do nariz. Aí disse-me ela, seus olhos destacando-se da meia-luz da vela: beijas agora a esquimó? Tínhamos isso em comum, o parvo sentido de humor, tal como essa, que pode bem soar contradição, forma de levar a vida aceitando nossos limites circunstanciais, sem jamais significar nos conformarmos. Não será a vida uma soma de ciclos? Seja o que ela for ou fizerem que seja, há almas que não se conformam, e ainda bem que não são poucas". GP 18.10.13

Fotógrafo sombra

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pensamentos

“Numa sociedade algemada a crises, quiçá, cíclicas e endémicas, como a nossa, a literatura não pode deixar de ter um papel direccionado para a acção, acusando e denunciando as crises socioculturais, promovendo o resgate e a valorização dos valores tradicionais, destacando a coexistência do velho com o novo”. - Joaquim Martinho, in Jornal Cultura, 14 a 27 de Outubro de 2013, Luanda-Angola.

Disse a minha mão

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A origem do ovo

Eu: Ataíde.
Ele: Tio.
Eu: O ovo vem do porco, né?
Ele: Sim. O porco é namorado da galinha. O cabrito é namorado do leão.

A ter em conta

"São falsos puristas os que acham que em Angola se deve falar o português como em Portugal", linguista Amélia Mingas, in Jornal Cultura, 14 a 27 de Outubro de 2013

"Federação e associados fumaram o cachimbo da paz"

"Federação e associados fumaram o cachimbo da paz", ouviu-se o repórter na notícia desportiva de uma das rádios de Benguela esta tarde, referindo-se a determinada reunião de concertação. De facto, dá que pensar como a liberdade do floreado no jornalismo desportivo traz imagens inusitadas, sobretudo se tivermos em conta ao que Gabriel "o pensador", o rapper brasileiro, se referia na música que inspirou a notícia. Deve ser interessante ver a federação e associados "fumegando" sala adentro.

MEA CULPA

Se alguma vez, algures, eu disse ou dei a entender que tinha capacidade ou poder de influência no sentido de arranjar emprego para as pessoas, sejam elas dotadas de habilidade técnica ou administrativa, peço as minhas sinceras desculpas. Na verdade, até eu ando à procura de emprego. Junto-me aos que estão longe de trabalhar em algo de que gostem/tenham vocação. Faço este mea culpa publicamente na sequência da desilusão de um compatriota que me acabou de abordar ao telefone.

Ainda o meu brinquedo

domingo, 13 de outubro de 2013

Aviso ignorado (a higiene é ainda um desafio grande)

A entrada ao mundo do trabalho para alguns de nós começa cedo

O legado do grande velho Pepino

O direito ao sono (porque não bronzeamento?) próprio

Caçar o que há de ternura nas flores é redundância (GP, 13.10.13)

Domingo de sol, manhã investida no dócil deambular pelo centro da cidade de Benguela, de clic em clic com a minha adorável nikon 3100, na missão de sorrir com as flores, pouco importando que comigo não sigam para o trabalho à tarde. Satisfeita a alma, uma tese: caçar o que há de terno nas flores é redundância. continuação de bom domingo a todos e todas.