PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

sou citado como cronista (texto de Gociante Patissa, publicado aqui no Blog Angodebates, é a ferramenta de trabalho) neste exercício institucional da REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - GOVERNO REGIONAL SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA ESCOLA SECUNDÁRIA JAIME MONIZ Nº de Código do Estabelecimento de Ensino 3103-201, 2011/2012

(o texto é acessível como download do micrisoft word, através do link seguinte)


http://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=78&ved=0CFwQFjAHOEY&url=http%3A%2F%2Fefajm.wikispaces.com%2Ffile%2Fview%2FFicha_Uni7_Dr1.doc&ei=SjYhT52qG8eSOv6DkMwI&usg=AFQjCNF9pLAl493V3e8q3INZrxy8sSoKmg





REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
GOVERNO REGIONAL
SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
ESCOLA SECUNDÁRIA JAIME MONIZ
Nº de Código do Estabelecimento de Ensino 3103-201
2011/2012
Cursos de Educação e Formação de Adultos

EFA Portaria nº80/2008 de 27 de Junho

S – Tipo A

Área de Competência Chave:
Núcleo Gerador:
Domínio de Referencia:
Data:
Cultura, Língua e Comunicação
Saberes Fundamentais (SF)
DR1 Contexto
Privado
09-01-2012
Formando:
Documento: Cultura/Língua/Comunicação DR1



Tema: Clima

Competência: Intervir tendo em conta que os percursos individuais são afetados pela posse de diversos recursos, incluindo competências ao nível da cultura, da língua e da comunicação.

Recursos/materiais: Computador, papel A4, Livros para consulta, Internet.

Guia de Trabalho

No âmbito do tema “O elemento” sugere-se a resolução desta Ficha de Trabalho n.º1. O exemplo proposto para trabalhar este tema é “O individuo e o projeto”.

Pretende-se que reflita, pesquise e responda ao questionário que acompanha o texto, que será materializado em suporte escrito.

Deverá indicar sempre as fontes consultadas, não podendo simplesmente copiar ou plagiar informação.

O seu conhecimento pessoal sobre o assunto deverá também fazer parte do trabalho.

Pode consultar ainda livros científicos, revistas científicas, Internet ou outros recursos, no sentido de obter informações que vão ao encontro das solicitações da ficha. Poderá ainda consultar outros elementos que considerar pertinentes.



Tópicos
Cultura:
Tipo I – Identificar os diversos contextos que podem afetar a configuração das trajetórias individuais (família, escola, locais de trabalho, redes de sociabilidades).
Tipo II – Compreender de que modo as oportunidades/contextos de formação não formal (aquelas que não conferem títulos escolares) constituem uma das fontes da aprendizagem ao longo da vida e podem contribuir para o reforço de recursos culturais.
Tipo III – Explorar, a partir da própria história de vida e/ou da de outros, em que medida a alteração da posse de um (ou mais) tipo de recursos – económicos, culturais, sociais – afectou a evolução da trajectória pessoal.

Língua:
Tipo I – Identificar em memórias, diários, cartas, retratos, elementos de natureza informativa que expressem trajetórias individuais ou colectivas.
Tipo II – Compreender, em textos orais e escritos, as variedades linguísticas individuais ou regionais.
Tipo III – Atuar adequadamente face aos textos orais e/ou escritos, desenvolvendo a capacidade de autoanálise, conhecimento e aceitação do outro.

Comunicação:
Tipo I – Identificar aspetos de uma determinada situação de comunicação veiculada pelos media, exemplificativa das relações interpessoais.
Tipo II – Compreender, através do visionamento/leitura de diversos media, as diferentes intenções do emissor e os efeitos produzidos no receptor, consoante os aspetos distintivos individuais ou contextuais.
Tipo III – Atuar, com recurso à informação facilitada pelos media, relatando vivências e experiências relativas ao conhecimento da (s) sociedade (s) onde a língua portuguesa é falada.


Ficha de trabalho

I
Leia o texto com atenção e responda correctamente ao questionário que o acompanha.
http://4.bp.blogspot.com/_VozJRD2r7_I/SeSv39bSbTI/AAAAAAAAAj8/4IghToel2L8/s320/Retrovisor+G.Patissa.jpgA guerra tinha o hábito de entrar muito cedo na vida de alguns angolanos. Na minha também.
Há já dois anos que, ao contrário de muitos, o meu dia preferido no serviço é a segunda-feira, quando cada colega chega e conta como foi o fim-de-semana… atenua a chatice de desempenhar uma função sem prazer nenhum, entretanto impotente para desempregar-se, qual prostituta apenas atrás do pagamento.
Esta semana, por exemplo, um dos colegas queixava-se do cansaço físico. E eu, todo ouvidos, fui agarrado de surpresa ao saber que era devido à “kitota” (guerrilha). E enquanto o meu lado tendencioso especulava qualquer coisa como “andar na rosca”, lá vinha o desenvolvimento da notícia. “Uma kitota mesmo a sério… com balas de tinta”. Puxei os lábios para trás, como que a sorrir, enquanto procurava entender o sentimento que me “possuía”. O colega e amigos tinham-se divertido à brava, no Vale do Cavaco, brincando de guerra.
Sem estragar o entusiasmo do outro – legítimo aliás para quem andou envolvido num passatempo radical –, quando dei por mim, já a mente vagueava nas memórias de infância.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os homens engravidam com a mesma naturalidade que as mulheres. E quando chega às mãos do leitor o fruto, se esquece a gestação, aquele ciclo de emoções e custos, entre a produção e a impressão do livro. Digo eu.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Assim como o camponês aprende a trabalhar a terra, o poeta aprende a trabalhar com a palavra, aprende a não dizer demais e a não dizer de menos, aprende a sugerir. A poesia não deve fazer mais que sugerir; ela é um compromisso entre a palavra e o silêncio, não o silêncio de quem não tem nada para dizer, mas o silêncio que é o sumo de muita coisa. Então o poeta traduz. Ele é uma boca, e deve ser a boca daqueles que não têm boca (BARBEITOS, Arlindo. Angola, angolê, angolema. Luanda: Maianga, 2004, p.8.)

Flay anuncia lançamento do seu novo disco para finais Fevereiro



Angop
Músico angolano Flay anuncia novo disco

Texto da Angop (22/01/12): O músico angolano Joaquim Lopes da Silva Neto  “Flay“ anunciou hoje, sábado, em Luanda, o lançamento previsto no final  de Fevereiro, corrente ano, do seu mais novo trabalho discográfico intitulado “Sempre Firme“.

Em declarações à Angop, o músico salientou que a obra comporta 10 músicas trabalhadas a base do semba, kizomba, zouk love, rumba e merengue.

O tchisosi, um estilo do sul do país, baseado na mistura da sungura com o kembo, também faz parte do disco. O kimbundu, umbundu e o português são as línguas predominantes nesta sua quinta obra.

Socorro insatisfeito com actual divulgação



Músico (o segundo da esquerda para direita) pede mais difusão dos ritmos tradicionais Fotografia: Domingos Cadência
Texto do Jornal de Angola (22/01/12): O músico Socorro mostrou-se ontem descontente pela carência de apoio que é prestado aos artistas de géneros tradicionais, motivo pelo qual o seu consumo em Angola ainda é limitado.


O artista, que falava durante o lançamento do seu terceiro disco, “Nzimbu”, ontem, na Praça da Independência, em Luanda, disse ser necessário haver mais atenção ao género folclórico, de forma a preservar a música nacional.

O músico afirmou que os géneros tradicionais estão a perder espaço para os estilos estrangeiros, o que no seu entender é prejudicial para a afirmação da música angolana no exterior. O artista acrescentou que os géneros estrangeiros têm merecido atenção especial do empresariado nacional, o que a deixa a música folclórica sem espaço.

Crónica: "Aquele que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza"

Estou desiludido, muito, tão depressa... ou é tolice minha, talvez não devesse estar, que corromper(-se) é paradigma primário. O resto é previsível, muito kú-duro, suor etílico. Virtudes são para quem não chegou lá (ainda).


E tinha razão o rasta, se calhar, anteontem, quando a noite caía à Praia Morena: "nós somos os seres mais felizes do planeta". Eram 10 mais ou menos, a dançar Bob Marley que vinha da roullote ali perto, do outro lado da estrada. "Podem levar tudo, o diamante, o petróleo, a Terra, o peixe e o dinheiro; o rasta só quer kaya". 


E eu, muito parvo mesmo, às tantas, já não entendo o que é ser o ser mais feliz do planeta, pois tenho a certeza que aqueles rastas, visivelmente analfabetos funcionais, estarão ali por mais fins-de-semana nos próximos anos, recolhendo os trocos das bugingangas que vendem ao turista e ao sentido exótico. E a mim, que vivo impacientado pelo novo emprego que nunca mais me chama, de súbito vem à cabeça a frustração de há um ano e meio andar com a tese de licenciatura por elaborar e defender.
  
Para o rasta, desde que garantida a "kaya" (tabaco, no caso, marijuana), é-se o ser mais feliz do planeta. "Aquele que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza". Só pode.

Gociante Patissa, Benguela, 22 Janeiro 2012

Opinião: "Não tenho qualquer simpatia pelo kuduro", por Adebayo Vunge

Luanda - Não tenho qualquer simpatia pelo kuduro. Admiro alguns kuduristas, mas confesso que não me revejo muito neste estilo musical. E, infelizmente, ele está a internacionalizar-se tão rapidamente que algumas pessoas, hoje em dia, neste mundo, quando falam de Angola, falam também do kuduro.
Fonte: funjadadesabado.blogspot.com
Kuduro versus internacionalização musical de Angola
Recentemente, durante um passeio a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro (Brasil), e diante de turistas provenientes de várias partes do Brasil e da América Latina, os guias lembraram-se de nos brindar (angolanos) com um kuduro.
Outro dia, em Londres, durante uma sua apresentação, o músico Caetano Veloso - um dos que mais admiro, de morrer, confesso! - cantou e rimou com uma batida dizendo que era kuduro de Angola. Em tempos vi na televisão e na net que houve um concurso de kuduro na Alemanha.
São muitos os indicios de que o kuduro está a afirmar-se muito bem lá fora. Os músicos americanos, quando falam de Angola nas suas entrevistas, falam também do kuduro.
 Alguns kuduros até têm uma batida interessante para certas ocasiões mais eufóricas da nossa vida, nada mais, mas daí que tenhamos este estilo como a nossa bandeira é nivelar baixo de mais, olhando para um panteão tão rico de sonoridades musicais, de ritmos, de um cancioneiro lindo, de um folclore muito apreciável. O mais irritante, entretanto, no kuduro é a sua dança, ou as tendências de moda que a música cria, tornando-lhe fácil, maleável, mas sem conteúdo. É de uma pobreza cultural franciscana.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

À sexta-feira afinal há música de bar ao vivo em Benguela

O da foto é o Peter, durante o lançamento do meu livro de
estreia, Consulado do Vazio, em 2008
Depois de um agradável jantar, ia dando voltas, bem aleatórias mesmo, pela cidade. Ocorreu-me, como das outras vezes, espreitar as vitrinas da Tabacaria Grilo, rés-do-chão do edifício do Mercado Municipal, e a Livraria Sucam. Na primeira, não foi possível, porque estava dentro o Sr. Grilo, e se me visse, ele teria de abrir a porta e interromper o trabalho de fecho de caixa. Posto na segunda, encontro uma deslumbrante surpresa: música de bar ao vivo, no Novo Bar Ferreira. Gostei do Peter, meu amigo e conhecido, do Jorge Calado, natural de Benguela e a residir no Huambo, até ao momento por mim desconhecido. Outro desconhecido, que para mim foi a revelação da noite foi Jorge Nicolau, pelo potencial vocal, já que os três são bons da viola. Esse Nicolau é uma verdadeira promessa, senhores produtores e patrocinadores.


Gociante Patissa, 20 Janeiro 2012 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

fui ver o mar e a mãe. Lobito é uma forma de ganhar tempo.

"Nzimbu" do músico Socorro será apresentado ao público este sábado

Texto do Jornal de AngolaO músico Socorro apresenta no sábado, na Praça da Independência, em Luanda, o seu terceiro disco intitulado “Nzimbu”, expressão kikongo que em português significa dinheiro.

O CD inclui 10 faixas, cantadas em kikongo, nos géneros, kilapanga, sungura, semba, e mistura de ritmos congoleses.

Em declarações ao Jornal de Angola, Socorro disse ter contactado promotores culturais para realizar espectáculos de promoção do CD nas províncias de Luanda, Uíge e Lunda-Norte, sem ter adiantado a data e os locais dessas actuações.
O disco foi gravado no ano passado, na capital do país, e finalizado na Alemanha, país onde numa primeira fase foram editadas 10 mil cópias. O cantor vai proceder, posteriormente, à venda com sessão de autógrafo em vários espaços de Luanda.
O disco tem mensagens sobre valorização e preservação da vida, saúde, e outras que criticam o alcoolismo, promiscuidade e infidelidade. O cantor disse que o título se deve ao facto de “muitas pessoas fazerem do dinheiro uma coisa que acima dos valores morais, cívicos, e até culturais, em detrimento das boas relações”, realçou o músico.
Socorro tem no mercado os discos “Meu Dever” (2007), e “Kuvata Dieto” (2009). O primeiro levou-o ao Top dos Mais Queridos, promovido pela Rádio Nacional de Angola, em 2008, e as distinções de Grupo Folclórico do Ano e Revelação Masculina, no concurso Top Rádio Luanda, em 2009.
Neste mesmo ano, o artista representou a província do Uíge e foi quarto classificado do Festival de Música Popular Variante, que decorreu na Huíla.Socorro assina igualmente este seu terceiro trabalho no Uíge, na Praça Grande, no Clube do Negage.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A classe jornalística angolana é de se dizer que anda muito desarticulada. Chego a essa conclusão depois de uns anitos dedicados à percepção dos bastidores e relações interpessoais dos profissionais da informação em Angola, com algum enfoque às províncias dO Namibe, Huambo, Benguela e Luanda. Há de facto muitos ressentimentos. Como será fácil de interpretar, qualquer um alheio à natureza nobre da profissão, ou nem tanto assim, tira partido dos recalcamentos alheios. Pena!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Às 8h da manhã de hoje, cuidei de contactar os serviços da Net One, operadora de Internet 3G, para ver se desistia de vez da nada transparente Unitel, depois de já ter desistido da Movicel apenas pela ineficiência do seu serviço. Infelizmente, para os modems individuais (do tipo pen drive) só há cobertura de sinal nas cidades do Lobito e Benguela, nem já Catumbela, que está no meio de ambas, ou Baia Farta, que é a terceira das 3 cidades costeiras da província. A loja consultada está situada no recém-(re)inaugurado Campo de Tenis, na cidade de Benguela. "Estamos a ver se brevemente expandimos para mais lugares", disse-me o simpático compatriota.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Alguém ponha ordem, é que cansa a falta de transparência em matérias do exagero que pagamos pelo consumo de internet


Estou a pensar em desistir do serviço de internet da unitel outra vez, pelas mesmas razões: publicidade enganosa. Não falo de outros dias, apenas de hoje. Às 14horas carreguei o equivalente a 4 mil e quinhentos kwanzas, que em teoria é o mínimo para um mês, embora saibamos que na prática é por volume de consumo. Pesquisas e e-mail apenas, nada de baixar músicas ou vídeos. Não deu para navegar a tarde toda, por ter passado o dia quase na oficina, por causa do meu velhito carro. Quando vou dar conta, o saldo já está pela metade. Vejamos os registos:

Nome:

Número: UNITEL
Conteúdo:
UNITEL: 1 UTT vale 7,2 AKZ. Recarga efectuada.
Credito Actual: 625,00 UTT -
533 SMS;
Data limite do proximo carregamento: 03-04-2013
Hora: 05-01-2012 13:49:04

Horas depois…

Nome:
Número: UNITEL
Conteúdo: 
UNITEL: 1 UTT vale 7,2 AKZ. 
Credito Actual: 338,97 UTT - 531 SMS 
Data limite do proximo carregamento: 03-04-2013 
Hora: 05-01-2012 22:25:02


Antes que você me pergunte se não tenho mais nada a fazer do que me queixar da falta de transparência com que o provedor de internet me dá cabo do dinheiro que ganho HONESTAMENTE, esclareço: já tentei regressar ao serviço da movicel, onde se paga 8 mil e 800 para 24horas/dia durante um mês, só que anda aos tombos e é relativamente mais lenta. E esse autodidacta não passa sem a Internet, é só por isso.

Amanhã, quando ligar o rádio já sei o que vou ouvir: “fale na rede mais barata”, “(…) o próximo mais próximo”.

Vivo apenas do meu salário, e custa calar sempre.

Gociante Patissa, Benguela, 5 Janeiro 2012 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Crónica: O governo ideal para a Angola do Chipilica

Quando a energia eléctrica vem, inicia-se aquela automática contagem decrescente para a sua ida – que não se pode dizer que seja de soslaio, por se tratar até de um ciclo idoso da banda.
Chipilica Eduardo
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É, aliás, daí que parte a força de reclamar quando ela demora a voltar. Eu sou um tipo feliz – não o único, claro –, que não sofre das idas da luz. Nunca chegou a vir mesmo, lá, nos bairros em obra – chamemos-lhes assim, por andarem na esperança de se vestirem de água, asfalto e luz eléctrica, enquanto a poeira tenta desmentir as pinturas.

Mas como o ser humano não se sente completo se lhe falta sofrimento, costumo sofrer de luz em casa da kota (como já sei que o pessoal do estrangeiro pode entender torto, vou esclarecendo que kota, aqui, é pessoa mais velha, irmão, essencialmente. Mãe ou pai eu chamo velha ou velho). É desse vício de ler e escrever, pensando com o computador.

Curtos minutos após a luz – por ter vindo, obviamente – escapulir, recebi uma mensagem no telemóvel: veja n club k o q Chipilica acabou de fazr…! (Sic). Pus-me logo – para citar um poeta amigo – em espragatas mentais, que são, afinal, a semelhança mais próxima. Mas esse Chipilica Eduardo fez mais o quê então? Com a luz eléctrica, que me responderia no computador, era certo que só nos avistaríamos na manhã seguinte.

Liguei para o remetente da mensagem, que não sabia se ria ou se chorava pela nomeação – note-se, à revelia – para o governo (que é para não ficar fora de moda, digo executivo) do amigo Chipilica. O nomeado, jornalista, menor de 30 anos e com formação ainda por concluir em ramo do saber diferente da pasta indicada, julgava tratar-se de brincadeira com sabor a ironia (bom, mas o actual administrador de Benguela tem quase a mesma idade). Inevitável, uma pergunta escapa-me: ele nomeou por acreditar nas vossas capacidades, ou é uma forma de te associar aos do contra? Não me soube responder.

Na manhã de hoje tive contacto com a matéria no site citado. A conclusão a que se chega é que é difícil chegar-se a conclusão alguma, dada a inexistência de fundamentos. “Inspirado numa conversa com amigos que diziam em Angola já existe um governo de transiçao verdade ou não apresento os possiveis canditados” (Sic). Depois desta curta introdução vem a lista de nomeações, que terminam com um “em breve a 2 parte” (Sic).

Acompanho o club-k e outros serviços digitais de informação sobre Angola. Tenho uma relação sem queixas com o Chipilica, jovem estudante de Direito e autor (preguiçoso) de poesia e contos radiofónicos. Há por aí dois anos, desabafou sobre comentários insultuosos de alguns cibernautas, o que via como violação do direito de cidadania e passível de responsabilização. Disse-lhe para estar preparado, que era consequência natural do meio virtual, por quanto se lida com assuntos que promovem debates.

Desconheço a motivação do Chipilica neste exercício, mas não deixa de ser sintomático que haja apenas uma mulher nos 17 postos do seu governo ideal para Angola. Misoginia, ou distracção (culpável) apenas, amigo?

Gociante Patissa, Benguela 4 de Janeiro 2012