PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal e muito agradecemos a sua visita


Com abundância de luz (ou de sombra) em sua casa (ou longe dela por circunstâncias várias), o Blog Angodebates lhe deseja um bom natal na presença dos que lhe são mais próximos (física ou mentalmente)!

Aproveitamos também para reiterar a nossa satisfação pelas visitas que recebemos, algumas das quais sentimos muita falta - pois permitiram-nos criar uma interacção (amizade, mesmo!) activa, sejam utentes de blogs ou não. Continuaremos a servir, usando o espaço como caderno de exercícios, janela sempre aberta pelo exercício da cidadania, enfim, um canto, do canto, do conto, do sorriso e do reencontro.

Estamos juntos!
Gociante Patissa, bairro da Santa-Cruz, Lobito, 24 Dezembro 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Antes que fosse tarde demais... FAF, Manuel José e Manucho Gonçalves ultrapassam diferendo

A Televisão Pública de Angola (TPA) destacou ontem que o atleta Manucho Gonçalves volta a fazer parte dos Palancas Negras, tendo ficado "esclarecidas as dúvidas" que motivaram o mau estar na relação com o seleccionador nacional, Manuel José. A notícia foi reforçada com entrevista áudio, cedida pela Rádio Nacional, em que o presidente da Federação Angolada de Futebol, Justino Fernandes, confirmava isso mesmo.

O Blog Angodebates coloca assim ponto final à sua advocacia contra a manifesta atitude de arrogância (assumimos o termo no seu sentido literal) do seleccionador nacional, sobre o atleta Manucho Gonçalves (ler artigo de opinião aqui). Manucho teve um comportamento reprovável aquando do estágio em Portugal, uma punição legítima, não fosse o exagero do técnico em querer impor o "formato" do pedido de desculpas, não estando satisfeito mesmo após feito publicamente pela TPA. É conversando (de preferência no momento oportuno) que as pessoas se entendem. 

Festas Felizes aos Palancas Negras e sua equipa ténica, à FAF, aos amantes do Futebol e desporto em geral.

Gociante Patissa, Lobito 23 Dezembro 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Administração Municipal de Benguela exige venda apenas em locais oficiais / Fiscais acentuam medidas coercivas para desencorajar zungueiros


Meses após a sua inauguração, o número de feirantes no Mercado Municipal é de longe inferior ao de vendedores ambulantes, vulgo zungueiros. Só um estudo explicaria melhor as causas de tal fenómeno e consequente solução, mas quem não quer esperar é a Administração Municipal de Benguela, que já se manifestou indignada. Não ficando por isso, fiscais da Administração têm acentuado a sua actividade coerciva, com as habituais corridas aos vendedores ambulantes, de modo a convencê-los a praticarem a sua actividade unicamente em locais oficiais.

Vende-se tudo na zunga literalmente. Centenas de homens, mulheres e crianças vêm na venda ambulante o ganha-pão. E a “profissão” capta maior empatia social pela imagem de mulheres aos pregões, com bebés ao colo e bacias de legumes e hortaliças à cabeça. Estas mesmas mulheres são acusadas, e com razão, de contribuírem pouco para a higiene da cidade, quer pelo lixo resultante dos seus produtos, quer pelo abandono deliberado frequente de descartáveis com dejectos dos petizes. Outro ângulo da preocupação tem a ver com a legalidade do que se vende, por exemplo discos pirateados, ou dos riscos à saúde pública, como no caso de medicamentos.

Se, por um lado, é legítima a actuação da Administração Municipal de Benguela no sentido de velar pela legalidade e postura, já por outro, não deixam de ser oportunas as seguintes indagações: os zungueiros preferem a rua porque o citadino não vai ao mercado, ou este não vai ao mercado porque o zungueiro já é acessível na rua? Seriam as medidas coercivas uma saída fértil, ou o melhor seria repensar os critérios de legalização da venda ambulante?

Desafios de quem anda na zunga contados por quem os enfrenta

António Pomba é vendedor ambulante há dois anos «para sustentar minimamente as crianças». Diz que o seu rendimento depende dos salários da função pública. Faz o que pode para custear os encargos escolares dos filhos «da primeira até quarta classes», mais adiante é impossível. Questionado se está satisfeito pelo trabalho que faz, Pomba disse: «isso aqui é simplesmente para remediar, porque não há emprego. Este é um trabalho de risco, por exemplo aqui há muita poeira, mas, como não tenho mais outro sítio, estou mesmo a remediar aqui».

Ao microfone do repórter Florentino Calei também falou a cidadã que se identificou pelo nome de Caty. Vende fraldas descartáveis há cinco anos. Com o trabalho que faz, disse, «não estou satisfeita porque isso dá muito trabalho, a pessoa sai de manhã [6h30] e volta à tarde [18h30], muito cansada. Nós aqui não temos lugar de vender, quando a pessoa ocupa, vem outra pessoa a dizer que o lugar é dela». Se acompanha os filhos à escola, ela confessa: «não vou a tempo de levar as crianças à escola, só se tiver em casa uma criança já grande para levar as outras». Victorino Chombossi zunga eléctrodos e grampos de metal. É dos que abandonaram o mercado do “Mbangu-mbangu”, no morro do Lobito, em função da pouca clientela, ao contrário de quando o mercado do Chapanguele funcionava ao Bairro Africano. «A distância é muita, porque a pessoas sai da cidade e gasta Kz 200 e ganha preguiça. A pessoa passava um dia sem conseguir vender um Kz 100», justifica. E conta as razões que o levaram ao comércio informal: «Faço este serviço porque pessoalmente fui tropa e, quando vim da tropa, já sabe, emprego não aparece. Porque certas pessoas que cumpriram a tropa não têm formação».

Venda ambulante é prevista por lei, mas feita ilegalmente

Segundo Luciano Anselmo, que representava no programa “Viver para Vencer” a Direcção Provincial do Ministério do Comércio, no passado dia 17/11, a venda ambulante não é necessariamente ilegal em Angola, só que é largamente praticada de forma ilegal. Os cartões de vendedor ambulante podem ser adquiridos através de um processo que inicia nas administrações municipais e se consolida com o pagamento regular de impostos. Perante tal constatação, o programa “Viver para Vencer” procurou saber de Luciano Anselmo se a Direcção do Comércio tem algum plano no sentido de campanhas de mobilização dos cidadãos para a necessidade de legalizar sua actividade na venda ambulante. Mas tudo indica que não.

(actualizado) Gociante Patissa, Benguela 8 Novembro 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Crónica: “O papel do Juiz é condenar…”

Passando pelo Club-K, vi a notícia que dá conta do desemprego de Armando Tchicoca, correspondente da Rádio Ecclesia (da Igreja Católica) na província do Namibe. Não me debruçarei obviamente sobre as causas, para não fazer o papel de juiz. Para quem não o sabe ainda, e como referiu em plena avaliação oral um estudante finalista do Curso de Direito de certa Universidade, “o papel do juiz é condenar!”… Ora, se ele que é finalista de Direito o diz, quem serei eu, que só entendo de jornalismo e de linguistica, para desmentir?!

Se, em 2004, a Rádio Ecclesia abrisse, na província de Benguela, seria assegurada por quatro redactores-repórteres-noticiaristas, o Lázaro, a Úrsula, a Clementina e eu. Foi nesssa altura que conhecemos o nome Armando Tchicoca, a quem tinhamos por correspondente mais produtivo. É que era obra (só dele) conseguir em média três matérias para um noticiário - quem acompanha a dificuldade de jornalistas dos órgãos privados, sabe do que digo.

Fazia parte dos nossos “treinos” acompanhar em directo, às 12h25 o noticiário da Rádio Ecclesia, que nos chegava com um audio impecável acionando uma pista da consola do estúdio. E, naquela fase de expectativa, como que atletas aguardando o arranque do campeonato, era “doce” o noticiário na voz de João Pinto, o das “notícias, uma a uma” (hoje na Televisão estatal), quando chegasse o momento de chamar o “repórter de confiança” a partir das terras da Welwitchia Mirabilis, Armando Tchicoca.

Até seria legítimo intrigar-nos o destaque que o homem merecia, logo ele que não tem a “dicção padrão”, que tanto nos exigiam. Mas Tchicoca tem carisma. Tem também (ou tinha, que nunca mais o ouvi) um condão de investigação, o tal “bicho da polémica”. Atenção, já o disse, não sou juiz… e ainda bem… meu papel não é… condenar.

Quando voltei ao Namibe, em Abril de 2005, integrando a delegação de jovens benguelenses no FestiNamibe, tive o cuidado de conhecer o talentoso Zé Eduardo (hoje na Rádio Mais-Huambo). Já agora, ó Zé, que brincadeira foi aquela, a de me “queimares”, dando-me microfone para improviso de três minutos de rádio em directo num salão??? Tiveste foi muita sorte, porque se meu “sistema nervoso” se activa, amontoava gaffes, e tu ficavas mal.

Nesta mesma ocasião conheci Armando Tchicoca, nas vestes de jornalista da Rádio Namibe (estatal). Recordo que algumas pessoas abandonavam o recinto, quando Tchicoca se aproximasse. Recordo também um momento de brincadeira entre o jornalista e o então Director Provincial dos Desportos, no parque de Campismo, à Maginal, em que a dada altura Tchicoca dizia: “a imprensa tanto te levanta, como te faz cair”. Acho que tal não foi tido como ameaça, ou não se envolveriam ambos em gargalhadas.

Um amigo, que “morre” de paixão pelo jornalismo desportivo, que integrava a delegação de benguelenses, viria confidenciar-me que Armando Tchicoca também já fora juiz… de futebol. Não sei se também vivia de condenar ou não…

Já a terminar, permitam-me esclarecer o seguinte: Armando Tchicoca não é meu ídolo, aliás, ninguém o é na esfera do jornalismo. Aprendo com um pouco de cada um. Agora, por exemplo, espero aprender com ele como sobreviver quando “o pão cai no gasóleo”.

Gociante Patissa
Benguela, 17 de Dezembro 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vamos indo, o resto é com eles...

Vamos indo, bem, é verdade. O Blog Angodebates observa com satisfação que o número de leitores passou os 14 mil, desde 26 de Janeiro de 2009. Doença mesmo é a nossa Internet via modem da Unitel, que há umas boas semanas tem conseguido ser ineficaz. Bom, mas ela não é culpada, nós é que somos como aquelas esposas que não se conseguem libertar do "cancerígeno" marido... porque, enfim, sei lá, talvez porque... vamos fazer mais como então?!


Gociante Patissa