PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sábado, 16 de dezembro de 2017

Opinião | Alô, Ministério da Cultura, prémio para fomentar línguas nacionais não resulta sem investigação e norma

Foto: Angop
Exma senhora ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, 

Tomei conhecimento do anúncio feito por vossa excelência quanto à instituição de um prémio para a literatura feita em línguas nacionais em Angola, aquelas que heroicamente resistem há séculos à hegemonia institucional e institucionalizada do "monstro" e pouco dialogante no campo-intercultural de nome língua portuguesa.

Obituário | Cultura em Benguela mais empobrecida

Tó Manenje (Foto: facebook dele)
Foi-se o Tó Manjenje, músico e quadro do Ministério da Cultura, tendo sido pelo menos até 2008 o Chefe do Departamento da Cultura em Benguela. 

Nascido aos 21 de Junho de 1965, António Hugo de Oliveira Manjenje, o militante cultural, vinha travando com heroísmo, há já alguns anitos, a luta contra as sequelas de uma enfermidade de foro cardíaco que o afastaria do aparelho administrativo mas que foi incapaz de impedir o ímpeto criativo e resiliência do homem da boina. Perdeu a vida esta sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017, no Hospital de Geral de Benguela. 

Clicar na imagem para ampliar
O seu palmarés é extenso, com destaque para a formação do Trio Vikeya, do qual fez parte outro exímio trovador, o Mesquita. De trato fino e versátil, Tó tratava o violão e o piano por tu, sem pôr de parte o seu pujante vocal. Conheci-o no ano de 2000 durante um seminário/workshop sobre elaboração projectos (o primeiro da minha vida como indivíduo e como representante de uma ONG), organizado pela Okutiuka-Acção para a Vida, com o apoio da Save The Children, na mesma ocasião em que conheci várias outras pessoas muito fixe, entre as quais o Lazaro Dalas, a Zila Calei, o Braulio Teixeira, o João "dos direitos humanos". 

Durante o seu consulado como titular da Cultura na província de Benguela, Tó foi prestativo para o êxito dos projectos da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) na vertente de comunicação radiofónica, por meio da indicação de representantes da sua instituição sempre que fossem convidados para os espaços de debates emitidos através da Rádio Morena Comercial na modalidade de aluguer de espaço de antena, nomeadamente "Palmas da Paz" (2003-2004) e "Viver para Vencer" (2006-2010). 

O ponto mais formal do seu apoio foi um ofício de encorajamento que enviou ao colectivo do "Boletim A Voz do Olho", veículo informativo e cultural da AJS, no qual elogiava o artigo intitulado "Língua suja mancha crescimento do teatro", da edição Nº 6, Julho de 2007. Até sempre, ó Tó!
Gociante Patissa | www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Just a question

Os engenheiros, os advogados, os médicos, os contabilistas, os engenheiros, todos estes têm uma Ordem da classe. Os jornalistas é que são desordeiros, ao ponto de só terem sindicatos? Ainda era só isso. Obrigado
PS: Nada de levar a mal, era só para provocar mesmo.

Curiosidades e memórias da AJS (17) | “NOSSA VACINA É A INFORMAÇÃO”

Guga (esq.), Luzia, Salomão, Maria e Celma
Na foto, a equipa de activistas da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) comandada pelo mobilizador social António Salomão Gando, durante a sensibilização interpessoal na área do Curral, Catumbela, enquanto decorria o Afrobasket 2007. A promoção da saúde pública exige, a AJS através dos seus projectos intensifica cada vez mais e melhor a marcha pelas comunidades, disseminando informação e sensibilizando moradores face à necessidade de prevenir o risco de propagação das infecções de transmissão sexual (ITS).

Línguas gelos e labaredas

filhas são amantes 
redundância
que leva à pirâmide

enquanto no gelo
dorme o oxigénio
que falta à labareda
só lembrada na cor da língua.

Cada limite
novo começo
multiplicação
ou soma
processos
levam ao mesmo
repetição.

Gociante Patissa, in «Guardanapo de Papel», 2014, pág. 42. NósSomos. Vila Nova de Cerveira, Portugal 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Já agora na hora de repatriar o dinheiro que foi investido no estrangeiro, cujo prazo obrigatório vence em Fevereiro de 2018, os compatriotas podiam

... assim tipo deduzir uma parte da verba em ciganos? Podem dar jeito em inovar nos painéis de análise na nossa imprensa, quiçá na assessoria a dignitários, convencidos que andamos praticamente todos do quanto as projecções, explicações e baralhares dos nossos brilhantes sociólogos, juristas, politólogos, sofistas, elogiólogos, jornalistas, partidólogos, charlatólogos, enfim, só para encurtar a lista, não acertaram em uma só mosca. A culpa não pode ser dos silogismos, nem das deduções e induções históricas de contexto. Pode até ser uma questão de ponto de partida, se calhar  a compreensão da essência da política interna angolana foi destinada a ser caso de quiromancia. Eu até já higienizei mbora a mão. Seja como for, ainda era só isso. Obrigado

Hino Nacional da República de Angola cantado na língua Umbundu (Elias Kapitango "Kunde Kwa Lile")


Iniciativa do senhor Elias Kapitango "Kunde Kwa Lile", actuando à margem da apresentação da monografia de licenciatura de seu sobrinho no Instituto Superior Jean Piaget de Benguela no dia 11/12/2017

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (16) | NO PERÍODO “ROMÂNTICO” DO ASSOCIATIVISMO, AS CONTAS DA AJS NUNCA BATIAM CERTO

Jacinto Faustino "Lito" (à esquerda.)
 e Amândio Serviço
Um inusitado problema contabilístico marcou os primeiros anos de vida efectiva da ONG. As saídas eram superiores às entradas. Explico-me. Se o elementar paradigma da contabilidade é ver quanto entrou, quanto saiu e ver quanto sobra, no caso da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade), havia muito mais gastos do que permitiria a existência resultante das quotizações dos membros. É que levávamos a coisa de um modo tão “romântico” que despendíamos do próprio bolso sem prestar atenção a registos e/ou facturações para posterior devolução. A justificação técnica depois consistia em qualificar a diferença como “doações indirectas”.

A matriz cooperativista da AJS é suis generis. A sua composição deriva da coligação de afinidades, que vem do parentesco, de amizades prévias, de irmandade religiosa em alguns casos e, sobretudo, de colegas de escola. Daí que se defenda a existência de uma vida interna responsável pela contenção diante de conflitos internos, vida interna esta que soçobra a partir do ano de 2007, com a “desactivação” das assembleias gerais (ordinárias e pacíficas) de membros, fórum ideal de socialização e reinvenção do sentimento de pertença. Vamos à história.

Em finais de 1998, espalha-se pelo bairro do São João e arredores a fama da APDC (Associação de Promoção do Desenvolvimento Comunitário), liderada por Jacinto Faustino “Lito”. A par das noites dançantes, levavam a cabo campanha de construção de latrinas “melhoradas”, por via da distribuição de lajes, com o apoio da Save The Children UK, representada pelo (belga) Jean. Na segunda quinzena de Dezembro do ano de 1999, aproximamo-nos ao Lito (colega na Sonamet) para obter pistas de como constituir uma ONG e este deu-nos também a Lei das Associações.

Determinado, Daniel Gociante Patissa convence o seu amigo Edmundo da Costa Francisco, que conhecera na escola do 3.º nível dos Bambús da Catumbela por volta de 1995, onde este último se destacava pelo nível de inteligência e índole calma. Incluem a Flora Domingas da Costa Francisco “Mirita”, uma dinâmica escuteira e poço de simpatias. O último a entrar é Simão Marques, um motivador carismático ligado à igreja Católica no Bairro da Santa Cruz.

Na tentativa de legalizar a AJS, fazendo-se acompanhar de um manifesto/estatutos de quatro páginas, digitalizado pela senhora Helena da Costa, mãe de Edmundo e Mirita, somos “rechaçados” pelo oficial do Cartório Notarial do Lobito (Sr. Abraão), que por sua vez recomenda uma leitura melhor da Lei das Associações. Sugeriu "imitar", ali mesmo, os estatutos da ANABOC (Associação dos Naturais e Amigos do Bocoio) que, curiosamente, nunca saiu do papel.

Mobilizam-se três novos membros, a Arminda Kanjala Gociante Patissa, o Amós Chitungo Gociante Patissa e o Amândio Serviço, optando pelo valor mínimo na exigência de sete a 14 assinaturas. Postos no Notário, mais um chumbo. Tivemos de acrescer mais sete assinantes. Assim entram os irmãos Malaquias Catanha Fernando e João Jorge Fernando, o César Menha (colegas de escola de Edmundo no Puniv), bem como o Jaime Caliongo, o Avelino Kambomba, o Henrique Chissapa Januário, o “Chimangá” e a Delfina Kandolo.

A luz malandra da Ende...

... por acaso se comportou, dormiu mesmo lá em casa, mas é na casa de banho, pois o castigo ainda não acabou. Porque não pode ser assim à toa que se repõe a confiança de quem nos desilude. O problema só, outro mais, foi o mosquiteiro, que deixou passar o inimigo. Resultado: esta noite, sua excelência eu foi um gigantesco Sushi dos mosquitos. Pelo que se nos próximos dias a malária nos levar, a homenagem que desde já agradeço é darem o kumbu das condolências em divisas, assim tipo euros ou dólares, estão a ver, né? Não é por mal, é só para se certificarem de que não vamos plagiar óbitos e quê e tal. Temos de ser originais, ou não? Pronto. Ainda era só isso. Obrigado hahaha

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sua excelência eu esteve no Instituto Jean Piaget esta tarde onde integrou o painel de júri (arguente) na defesa da monografia de licenciatura no curso de Português e Línguas Nacionais (componente Umbundu). O que não esperava era receber o carinho de estudantes que reconheceram o escritor e tomaram a liberdade de tirar umas fotos para a posteridade. Ainda era só isso. Obrigado

Curiosidades e memórias da AJS (15) | BOLETIM DA CULTURA E DA CIDADANIA VAI PARAR OUTRA VEZ

Tudo indica que, no final deste ano, este Boletim informativo [designação modesta para o nosso jornal institucional] enfrentará mais uma pausa indeterminada, ainda, imposta pela inexistência de recursos para a sua reprodução. Como vem já sendo anunciado em edições anteriores, aproxima-se o mês de Dezembro, que marca o período de férias da equipa dos projectos “Viver Contra a Sida-3, Cidadania e Saúde Preventiva”, e do “Palmas da Paz”, financiados pelo Programa das nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela Embaixada Americana, respectivamente.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Um exemplo acabado de projectos que, como diz o nosso povo assim terra-a-terra, "foram pensados com o cu": A fazenda agrícola dos chineses em Luanda que, segundo o telejornal da TPA, usa fezes humanas como fertilizantes. Ainda era só isso. Obrigado

Depois de 24 horas na vadiagem,

a malandra luz da Ende me apareceu já à noitinha, envergonhada, a correr para as lâmpadas. Sua excelência eu nem lhe deu confiança! Ou fiz mal? Só lhe falei no coração uma coisa: p'ro castigo, amanhã vais limpar o que azedou na geleira por causa das tuas brincadeiras às escondidas, ouviste, né? Assim ainda estou a desconfiar que ela, nada fiável como é, sairá de fininho pela madrugada, sem deixar recado. Pronto. Ainda era só isso. Obrigado.

Curiosidades e memórias da AJS (14) | SABINO NUNDA CASACO, UM DOS BENEVOLENTES DESCONHECIDOS QUE DERAM VIDA À AJS

A história das instituições, a partir do momento em que estas saltam da esfera do sonho para a materialização, legitima várias perspectivas. E como só podia ser de uma ingenuidade gigante esperar que exista apenas uma versão de registar a trajectória e o impacto junto da sociedade, que é em fim último o beneficiário do altruísmo, a história da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) é passível de ser colhida pela perspectiva dos protagonistas, pela das testemunhas, pela dos continuadores. Ultimamente, passou a contar também a versão das vítimas (aqui um lamentável fruto de umas e outras escolhas).

Oi, tudo a andar? Por cá também, só a luz que dormiu fora. Mas ela vai ouvir das boas quando aparecer. Ah, mas vai mesmo! É no que dá meter-se em más influências. Não se lembra do caminho para a casa. Aconselhem-na. Ou será que vocês também, tal como ela, dormiram "acesos"? Ainda era só isso. Obrigado

sábado, 9 de dezembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (13) | A PROBLEMÁTICA 1.ª VIATURA DA AJS, UM TESTE À HONRA DA ONG JÁ ANTES DA DOAÇÃO

Tem-se dito que na arte de coleccionar relíquias, o valor alto que é pago não é pelo artigo como tal, mas sim pela história em torno dele. Diremos, adaptando a asserção, que o valor da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) é para nós fundamentalmente imaterial, um afecto que de resto, dada a natureza humana, nem sempre resulta transmissível. No apontamento de hoje, o assunto é a viatura Toyota Land Cruiser Prado (“chefe máquina”), o primeiro (único até ao momento) zero quilómetros na história da AJS e o que nos custou a sua obtenção.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (12) | MALAQUIAS FERNANDO, UM DOS CINCO SIGNATÁRIOS DA ASSEMBLEIA-CONSTITUINTE

Malaquias Catanha Fernando integrou a Comissão Constituinte, cinco membros a quem coube a missão de subscrever a escritura da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade) no Cartório Notarial do Lobito, no primeiro trimestre do ano de 2000, aquando da formalização da ONG. "Da impressão que tenho dos 10 anos de percurso da AJS, digo que é uma organização madura, pois que passamos por momentos difíceis, e também por aquilo que são as acções desenvolvidas", referiu o membro fundador e contabilista voluntário durante os primeiros anos de abertura da sede da Organização. Instado sobre qual seria sua resposta caso fosse outra vez convidado a integrar uma associação em fase embrionária, disse: "realmente é um pouco complexa a ideia, mas, na verdade, aceitaria".

In Boletim “A Voz do Olho” (AV-O), Edição Especial—10º Aniversário da AJS, Dezembro de 2009

Curiosidades e memórias da AJS (11) | Descobrindo novos valores em prol da cultura – A PROPÓSITO DO GRÉMIO DE ARTES "ELONGISO"

O Grémio de artes “Elongiso” foi fundado a 11/07/07, no bairro Santa Cruz, Lobito, congregando 15 jovens  moradores dos bairros de São João, Kalumba, Santa Cruz e comuna da Catumbela. É uma iniciativa autónoma que conta com a colaboração de várias instituições, estatais, do sector voluntário e singulares.

O grupo desenvolve actividades culturais, tais como o teatro, a dança, a poesia, a música, entre outras artes. Também já levou a força da sua recreação aos palcos dos municípios da Baia Farta, Caimbambo e Cubal, no âmbito do projecto “Noite Cultural”, que visa a descoberta de novos valores no mundo das artes  e realização de debates e palestras sobre problemáticas que assolam a sociedade, e a juventude, em particular.

Enquanto batalham para a sua consolidação, os jovens contam com o amparo da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade), com a qual partilha os escritórios.

In Boletim “A Voz do Olho” (AV-O), Edição Especial—10º Aniversário da AJS, Dezembro de 2009

Última hora | Distribuição gratuita por e-mail do livro de contos "A Última Ouvinte" com tempo alargado

Os serviços de apoio a Sua Excelência Eu levam ao conhecimento dos interessados que foi ligeiramente alargado o tempo de oferta por e-mail da versão digital PDF do livro de contos "A Última Ouvinte", do escritor angolano Gociante Patissa, inicialmente agendada para os dias 17 e 18 de Dezembro.

Para debate | Há ou não uma tendência de predominância nortenha no inventário oficial das glórias nacionais? Fundamente

Enunciado: Sempre que visito a cidade do Huambo, no perímetro que vai do Jardim da Cultura até ao Pavilhão Multiusos/Estufa, me questiono quanto aos critérios levados em conta na hora de plantar as estátuas e bustos ali presentes. Há simbolismo de homenagem a entidades ocidentais, herdadas provavelmente da era colonial, há também rostos de heróis nacionais. Salta à vista a heroína Deolinda Rodrigues (como de resto parece ocorrer em todo o país). As questões são as seguintes:
(1) Terá havido nos anais da história alguma façanha em especial protagonizada pela eterna Deolinda Rodrigues no Huambo?
(2) Não se consegue junto de fontes orais pesquisar se houve também durante os séculos de resistência alguma mulher da região do Huambo (Wambu) que pela sua valentia mereça uma estátua/busto e assim figurar ao lado de Deolinda?
(3) Por aquilo que se estuda no contexto escolar, pelos heróis que figuram na toponímia da Angola pós 1975, podemos concluir que há uma tendência de predominância nortenha no inventário oficial das glórias angolanas? Se sim, quais os factores e de que forma se pode optimizar uma representatividade mais equilibrada das sensibilidades que compõem a República de Angola?

Nota final: A motivação do debate é académica mas sua excelência eu, que não tem como coarctar os talentosos em conotação de ideias livres, aproveita desde já o ensejo para autorizar quem assim o pretender a inscrição de mais esta publicação na estatística do pretensamente subversivo. Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa. Benguela, 08.12.2017 www.angodebates.blogspot.com

A pergunta mais frequente ultimamente | PARA QUANDO O LANÇAMENTO EM ANGOLA DO LIVRO DE CONTOS "O HOMEM QUE PLANTAVA AVES"?

Depende, mas não é do autor, no caso o meu conterrâneo Gociante Patissa. A ideia projectada é haver três edições independentes do mesmo livro, nomeadamente, uma edição brasileira, uma angolana e outra para Portugal. Para o efeito, depois de se ter avançado com a PENALUX, do Brasil, que "encomendou" o livro por altura da presença do autor na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha, 2016), a proposta foi submetida a uma editora dinâmica em Luanda, que por sua vez a aprovou há por aí cinco meses. Acontece que o autor não tem muito jeito para angariar patrocínios e cultiva ainda o entendimento clássico segundo o qual um livro só deve ser publicado em função do mérito e/ou potencial literário (com os encargos suportados/mobilizados pela editora mediante tutela de até 85% dos direitos. É o mesmo que dizer que não é de publicar porque eventualmente o autor consegue recursos). Para um bom entendedor... No Brasil, o livro está nos escaparates desde o passado dia 27 de Novembro e custa 35 Reais junto da editora que fica em São Paulo (façam o favor de adquirir e recomendar). Quanto ao mercado português, contando maioritariamente com o leitor de expressão portuguesa na diáspora, a proposta acabou de ser submetida e aguarda resposta, que tanto pode ser uma aprovação, como pode ser um pacífico e amigável chumbo. Resumindo, para o mercado angolano não há data porque também não se tem ainda a confirmação da disponibilidade financeira da parte da editora. Ainda era só isso. Obrigado. Gabinete de Sua Excelência Eu. www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

JLo, exonere os pregadores de igrejas do marketing do Senhor, de sotaque brasileiro forçado e dizem ao micro "vou ir; que na qual"

(arquivo) Humor | Os tomates frios...

Três esposas estão a conversar sobre os seus maridos, e a primeira diz:
– Os testículos do meu Manel são frios!!
A segunda diz:
– Os do meu Xico também são frios!!
A terceira diz:
– Por acaso nunca reparei isso no meu marido. Hoje à noite vou ver e amanhã conto-vos.
No dia seguinte a mulher aparece toda roxa, magoada, sem dentes e com um braço partido. As amigas então perguntam:
– Maria, o que te aconteceu?!
Ela diz:
– Ontem à noite meti a mão nos tomates do meu marido e disse-lhe: “Que estranho, os teus estão quentes, os do Manel e do Xico são frios!”
Não vi mais nada, acordei no hospital. (* De autor desconhecido.)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Divagações | Caro ladrão, seja Pai-Natal. Devolva os documentos de sua excelência eu

Passei esta tarde em "baixa visibilidade" pela portaria da Rádio Benguela com a intenção de garimpar entre os documentos a granel "achados" na via pública os meus, documentos que por sua vez saíram a andar pelos próprios pés há por aí nove meses. Bem, renovar a esperança de um dia cruzar com a minha carteira de documentos é o que nos resta, pondo fé na boa fé do assaltante que quebrou um dos vidros do carro, apoderou-se de USD novecentos (adquiridos ao câmbio de rua na véspera de uma viagem ao exterior). Depois de fracassados os apelos através dos serviços de agenda pública nas rádios Morena e Benguela, sem deixar de fora as redes sociais e a benevolência do portal Pérola das Acácias, podia dar-se o caso de termos um assaltante, ou grupo deles, com alma caridosa ao ponto de ao menos devolver o vasilhame (cá entre nós, já sabemos de antemão que dinheiro é para esquecer), como bons angolanos que são, afinal tratar documentos não é das coisas mais confortáveis que temos na nossa cidadania. Estão sumidos o bilhete de identidade, a carta de condução em cartolina encarnada, o cartão de membro da União dos Escritores Angolanos, o cartão da Segurança Social, o cartão de contribuinte, o cartão visa Kamba do banco BAI, só para destacar o mais importante. A pasta de bolso é castanha e de cabedal. É claro que a polícia de investigação terá assuntos mais importantes do que se lembrar de assaltos a viaturas que ocorram em parque do hospital central, tão próximo do movimentado banco de urgência. Enfim, a primeira nota positiva do dia de hoje recai para a catalogação que é feita aos achados depositados na portaria da Rádio Benguela, onde um livro de registo bem organizado facilita a consulta (nomes em ordem alfabética e data de entrada). A segunda nota não menos positiva vai para a atenção e boa educação do agente policial que esteve de serviço ao balcão. É pena não termos achado no registo um qualquer Daniel Gociante Patissa. Mas ainda era só isso. Obrigado www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Trechos

Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo

Vivo por um segundo
Perdoa meu amor
Esse nobre vagabundo
(Márcio Mello, brasileiro, do poema Nobre Vagabundo)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Opinião | Vale mesmo a pena ter um cartão de loja?

O senhor já tem o cartão da nossa loja? Abordou-me certa funcionária de uma cadeia de hipermercados na Namíbia. A pergunta soava-me familiar. Respondi que não, que estava ali em gozo de férias e não faria, pois, sentido despenderem custos para um cartão que não seria usado. Dona de um subtil poder de persuasão, a moça convenceu-me, ainda assim, a tratar um. São as tais decisões induzidas num cada vez mais frenético e ardiloso marketing globalizado.

Coincidiu

Se você nasceu no ano de 1978 e não sabe em que dia da semana foi, pode bater as palmas. Graças ao esforço do executivo, o calendário coincide com o de 2017. Verdade ou não, dizem outras pesquisas que o fenómeno ocorre também a cada 28 anos. Ainda era só isso. Obrigado (editado)

domingo, 3 de dezembro de 2017

No caso do duplo assassinato Jomance/Beatriz a polícia vai precisar de solidariedade. Parece ser a única que crê na própria versão

Diário | “OH! NÃO ERA PARA TERMOS A CORAGEM DE COMEÇAR A MUDANÇA AFINAL?...”

“Meu, mano, é como então que estás a ver isso?”
“Eh, pá. Devagar. O fim d’ano está aí, a agitação daqui a pouco é aquela, e os mambos estão caros…”
“Mas o angolano é assim porquê então?! Com tanta coisa boa a acontecer, você fica a lamentar? Não ouviste ainda que já podemos bazar para a South sem precisar de visto, né?”
“É verdade, mano…”
“Então?!… Fica contente, meu wi. Moçambique a abrir as portas assim à toa para o mwangolê, xé!”
“É verdade. Só falta já os dólares regressarem das férias…”
“Estou-te a falar, sócio! Esse João Lourenço é homem! O tempo dele está a trazer assim uma tuza diferente, né?”
“De facto, abrem-se tempos de novas esperanças…”
“Esse mambo tinha que mudar. E ainda vai mudar mais! Corrigir o que está mal nas instituições, mudar a moral, endireitar este país…”
“Seria bom… Neste caso não só as instituições, mas também cada um de nós mudar, né?”
“Claro, meu velho! Temos que ter a coragem para enfrentar a mudança! Porque esse país tem tudo para dar certo, palavra de honra, velho…”
“Desculpa só interromper. Estás a ver o que aquele senhor está a fazer?”
“Nada. Estive de costas, não galei. Hã, é o quê?”
"Ele fez manobra arriscada, embateu contra o separador de metal e depois derrubou poste de iluminação, destes que ainda não acendem. Aquilo ficou danificado. E ele está a querer fugir. Como é que um cidadão destrói o património na via pública, o património que é de todos e quer fugir para não ser responsabilizado?! Já viste? Tens o número da polícia?”
“Para quê só?! Não se mete, velho. Vais querer complicar a vida do outro angolano igual porquê? Esse dinheiro da tal multa nem entra no teu bolso. Você por acaso viu quanto dinheiro facturaram com esta obra?”
“Oh! Não era para termos a coragem de começar a mudança afinal?...”

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto da Catumbela | 03.12.2017

Extracto | do conto A CHEFE E OS HOMENS, do livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, de Gociante Patissa

Adorada por mulheres que viam nela um ícone da ascensão feminina na vida, a Comissária era ao mesmo tempo alvo de intrigas. Intrigas da concorrência, mas também de alguns ressabiados. Destes há sempre. Era acusada de impingir ideias de brancos e desprezos lá da China à nossa cultura africana, como aquilo de impedir que as padarias familiares se prestassem à cozedura de filhos na quantidade que bem entendessem. A má influência só podia derivar do nível académico da chefe, pois estava visto, segundo a sabedoria popular moderna naquele meio difundida, muito estudo na cabeça de uma mulher faz mal. E nesse quesito a chefe tinha o Ensino Médio, numa comuna em que o maior nível findava na sexta classe.

JLo, exonere a dependência da mulher angolana à febre da maquilhagem e do cabelo postiço que a tornam artificial. Sempre foi linda

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Contingente de 160 militares angolanos partiu hoje em missão de paz no Lesoto, gabam as notícias. Eu, parvo, penso nas mães deles

Curiosidades e memórias da AJS (10) | ASSEMBLEIA-GERAL DE MEMBROS ANALISA CONTAS 2005-2007

Os membros regozijaram-se com o notório crescimento da Organização, traduzido pela identificação e implementação harmoniosa de três projectos, “Palmas da Paz”, “Viver Contra a Sida”, desenvolvidos nos três municípios do litoral da província de Benguela, e o Projecto “Pesquisa sobre os factores que influenciam a qualidade do ensino primário”, realizado no município do Caimbambo.

No passado dia 30/12, realizou-se a Assembleia-geral de membros da Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), que teve lugar na sua sede social, ao bairro da Santa-cruz, cidade do Lobito. Participaram dez dos 15 membros que a compõem, e apesar da ansiedade já que a última assembleia aconteceu em finais de 2005, o ambiente foi, como sempre, marcado pela cordialidade e metodologia informal. Entre o essencial da agenda, constou a análise dos relatórios narrativo e financeiro do período 2006/7, do inventário do património da Organização, e a proposta de inclusão de novos membros, e, ainda, a constituição dos Órgãos Sociais.

A AJS, que já se tornou “obra da sociedade”, é uma iniciativa voluntária e apartidária da responsabilidade de um punhado de jovens humildes e com vontade de aprender, divididos em três galhos: A Coordenação Executiva, que frequenta com regularidade a sua sede social, a Assembleia-geral, formada por membros com pouca disponibilidade de tempo, e, ainda, por voluntários, jovens que participam de actividades e frequentam a casa sem remuneração nem vínculo como membro.

Curiosidades e memórias da AJS (9) | “QUANDO AS PESSOAS FALAM, A ORGANIZAÇÃO CRESCE”

César Menha
Boletim A Voz do Olho (AV-O): Ao participar nesta Assembleia, antecedida de um considerável intervalo, já que a última aconteceu em 2005, que impressão tem? Houve abertura para a prestação de contas?
BD (Bungo Dumbo): Dizer que a Assembleia não deu abertura para uma conversa franca e aberta estaria a mentir, porque ali falou-se de tudo um pouco. E, pese embora, termos deixado alguns pontos para o próximo encontro, acredito que foi frutífero o debatido.

AV-O: Teve de se deslocar à província do Huambo por questões de formação, o que o obriga a estar um pouco distante da organização e das suas actividades. Como se sentiu ao reencontrar os colegas?
BD: Sinceramente a emoção é tanta, porque há muito tempo que não participo de um encontro como este, com os meus colegas e amigos associados nesta nossa organização. E sempre que lá estivesse, sentia sempre a saudade deste reencontro, tanto mais que tenho um convite para comemorar o reveillon com os meus amigos no Bocoio, e tive de sair de lá directamente para esta Assembleia.

AV-O: O que espera para 2008?
Espero que tudo corra bem para as pessoas que dão o seu desempenho por “amor à camisola”, não só os membros como também os activistas, como nos é característico.
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João Fernando “John”
AV-O: Acha que valeu a pena a realização da Assembleia?
“John”: Sim, valeu, visto que abordamos aspectos que têm a ver com a Organização, aspectos esses que eu posso admitir que desconhecia. Em suma, foi bom.

AV-O: Quais foram os aspectos que julga necessitarem maior atenção, por exemplo, já no próximo ano?
“John”: Bem, é tentar rever o regulamento em si, visto que é um dos aspectos que ficaram reagendados para o próximo encontro e olhar mais por dentro a Organização.

Curiosidades e memórias da AJS (8) | APRENDER-FAZENDO É CHAVE DA AJS NA PROMOÇÃO DO ACESSO À INFORMAÇÃO (*)

Uma breve viagem no tempo leva-nos até Dezembro de 2003, um ano após o fim do conflito armado que durou três décadas. Dia 17, uma quarta-feira algo agitada, e não era para menos. Às 17h00 ia ao ar a edição inaugural do programa Palmas da Paz, a primeira aventura da AJS, através da Rádio Morena, na modalidade de espaço de antena. Contou-se com o financiamento da USAID, através do OTI/CREA.

Excepto o Eduardo Chingole, recrutado especificamente para a produção, os demais eram membros da AJS, que mais não tinham além do inconformismo cidadão e cursos intensivos, portanto nenhuma estrela do jornalismo. Pacificação, cidadania e prevenção de conflitos era a temática. O projecto, em prol da reconciliação, teve igualmente debates e workshops no Lobito, Benguela e Baia Farta.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Recolha de contributos, sugestões e estratégias | PENSAR AJS NO SEU 18.º ANIVERSÁRIO

Caros membros, amigos e pessoas em geral com algum carinho pela Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS),

A nossa ONG vai completar este mês de Dezembro 18 anos desde que foi idealizada. De lá para cá muita coisa boa aconteceu, graças ao contributo de todos, ao espírito de sacrifício e desprendimento dos membros (fundadores e continuadores) e também ao cunho pessoal das equipas gestoras da Coordenação Executiva.

O crescimento é notório e praticamente não se pode falar do papel da sociedade civil em Benguela no que se refere aos últimos 20 anos sem incluir a AJS. Nos últimos dez anos conseguimos mais recursos, arrendamos um escritório mais condigno, meios rolantes, crescimento intelectual dos representantes, somamos na credibilidade perante doadores.

Seria desonesto dizer que tudo vai bem. Não vai. Alguns problemas estão identificados. Dois são assinaláveis. Falo do distanciamento entre a assembleia de membros (o poder soberano) e o órgão executor. Também na relação com a histórica comunidade do bairro Santa Cruz, no Lobito, perdeu-se parte de um grande capital na imagem da organização, que é a bondade, a frequência da sede enquanto factor de aproximação inter-geracional, entre outras coisas.

Assim e de forma especial, recorre-se à sensibilidade de cada um de vocês para sugerir ideias, estratégias e formas de actuar para identificar as melhores práticas e fazer com que a chama da AJS, que nasceu da faísca das ideias e do bem, siga fornecendo aconchego. Entretanto, porque alguns aspectos podem ser sensíveis, ou talvez para preservar a identidade de quem sugere, pede-se o favor de usarem o chat (mensagem privada) ou então escrever para o e-mail patissagociante@yahoo.com .

As ideias serão compiladas e apresentadas na próxima assembleia de membros que vier a ser convocada. Caso ajude, alguns itens para desenvolver o raciocínio são:
1. Que elogios você faria à AJS e ao pessoal responsável pela sua manutenção?
2. Que aspectos você considera prejudiciais à imagem da organização perante a comunidade, perante os parceiros, perante a sociedade em geral, perante o governo e perante os seus próprios associados? Como reverter o quadro?
3. Quais as formas de garantir o mínimo de recursos para as despesas de funcionamento da Associação?
4. De que forma a organização conseguiria, ou não, compensar a Coordenação Executiva pelo heroísmo de manter aberta a casa e somar conquistas no actual quadro adverso?
5. Acha que a AJS deve ser repensada para continuar ou já deu o que tinha a dar e deve ser extinta por vontade da maioria dos 4 (quatro) membros subscritores da Assembleia Constituinte responsável pela sua legalização?
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O QUE É A AJS? É uma Organização Não-Governamental angolana, de âmbito local, voluntária, apartidária, fundada em Dezembro de 1999, no município do Lobito, em Benguela – Angola. Tem mais de 16 membros de ambos os sexos e baseada na Lei das Associações vigente;

Missão saída do último planeamento estratégico: “promover a participação, o conhecimento, a dignidade humana, a responsabilidade e a igualdade de oportunidades na província de Benguela, municípios do Lobito, Benguela, Baía-farta, Caimbambo, Bocoio e Balombo, intervindo nos sectores de saúde, educação e direitos humanos, através de acções de sensibilização contra as ITS/SIDA, pressão social pelo acesso à gratuitidade e qualidade do ensino primário, informação e formação sobre direitos humanos e cidadania, em benefício de jovens dos 15 – 35 anos de idade, crianças dos 6-14 anos de idade e respectivos encarregados de educação”.
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AJS – “Humildade, Justiça e Solidariedade”
Benguela, aos 30 de Novembro de 2017
Daniel Gociante Patissa (membro fundador)

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (7) | JOVENS DA SANTA CRUZ MUDAM O MUNDO

Desde Junho último, cerca de 15 jovens de ambos os sexos decidiram dar corpo ao seu dever de servir a sociedade com o pouco que podem fazer e com o muito que desejam aprender. De forma voluntária, dedicam-se ao aperfeiçoamento do teatro de intervenção, dando ênfase à promoção da educação cívica e à saúde pública.

Curiosidades e memórias da AJS (6) | AJS VAI RECRUTAR MAIS MEMBROS (anúncio do ano de 2007)

Fundar uma Organização Não Governamental angolana é apenas um passo e qualquer cidadão consegue fazê-lo se se guiar pela lei das Associações. Agora, sustentá-la no presente contexto de desenvolvimento é que é uma obra. Aliás, não é nada pequeno o número daquelas que se viram convidadas pela adversidade a encerrarem as portas e todo um sonho, depois de incentivadas a surgir pelo contexto de emergência.
Em Dezembro deste ano, a AJS somará sete anos de existência, uma experiência relevante para os seus membros, amigos e, sendo de todo justo aqui considerar, para a sociedade, que constitui o seu ponto de partida e de chegada. Nesta edição trazemos para @ noss@ leito@ o retrato recente da AJS.

No campo dos projectos, o biénio 2006-07 é o melhor da história da AJS, na medida em que permitiu gerir três Projectos autónomos em simultâneo. Trata-se dos projectos “Pesquisa para o Ensino Primário em Benguela”; “Viver Contra a Sida-3, Cidadania e Saúde Preventiva”; e “Palmas da Paz-2, Cidadania e Prevenção de Conflitos”, financiados pela Education Action International, Reino Unido, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pela Embaixada americana, respectivamente.

Para o Responsável da Organização, Edmundo Francisco, vive-se actualmente um momento determinante para a vida da AJS, chegando a considerar tal experiência como resultado de todo um trabalho de equipa, reflexo da confiança nos valores que norteiam a agremiação, bem como o poder de iniciativa e execução dos seus recursos humanos tem merecido da sociedade. Todavia, considerou, sendo indicador de crescimento implica também que a sociedade vai exigir mais “de nós”.

Não é por mal, né? Mas se até dissertou em conferências da FAF, que tal indicar o prof A. Alegre para técnico dos Palancas Negras?

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (5) | PARCERIAS E "ATREVIMENTOS" ELEVARAM NOSSO PERCURSO

1999: Jovens idealizam a associação, sob a divisa “Humildade, Justiça e Solidariedade”.

2000: Completa-se o processo de legalização e afiliação nos ministérios afins. O primeiro reconhecimento veio da Secção Municipal da Educação do Lobito (obrigado, Sr. Lino Passassi!), a seguir veio do Ministério da Juventude e Desportos (valeu, Sr. António Bravo!). A busca pelas parcerias e aliados incluía ONG, associações e pessoas singulares. Em Outubro, a AJS torna-se membro da Rede Municipal da Criança de Rua do Lobito, que incluía o Instituto Nacional da Criança e apoiada pela Save the Children-UK. No aniversário deste ano, a AJS apresentou-se à comunidade com encontro de balanço, de que participaram o soba, seculos, administração de zona, entidades da comunidade e Defesa Civil. Na reunião de 23/07 completou-se o quadro directivo com os cargos e funções previstos nos estatutos.

Curiosidades e memórias da AJS (4) | ESTES FORAM OS PRIMEIROS PASSOS DA ASSOCIAÇÃO JUVENIL PARA A SOLIDARIEDADE (AJS)

Corria a segunda quinzena de Dezembro no distante 1999. O país vivia ainda os efeitos da crise humanitária, resultante do fracasso eleitoral de 1992.  Muita gente vende o que tem e ruma para o exterior do país, mas há uma maioria que nem sequer um dólar por dia consegue ter para sobreviver. Organizações da sociedade civil juntam-se às acções de agências internacionais ao lado do governo. Grupo de estudantes de Ciências Sociais do Centro Pré-Universitário (Puniv) do Lobito não se conforma com a realidade à sua volta, idealiza uma associação que se comprometeria com a integração de marginalizados (pela fome, drogas, etc.).

Concebida a ideia e mobilizados alguns interessados a membro, rabiscou-se o primeiro exemplar de estatutos. Tudo o que se possuía era uma máquina de dactilografar emprestada, pelo que urgia solicitar a ajuda a alguém para informatizar o manuscrito. E foi grande a ajuda da senhora Helena da Costa, que ficou várias vezes sem tempo para almoçar, no seu gabinete da ENE. Saiu um compilado de quatro páginas. Mas as expectativas viriam redundar em frustração, quando o funcionário do notário disse que aquilo estava longe de ser um estatuto. Pelo menos mais quatro rejeições notariais aconteceram, até finalmente arranjar um texto que mais perto estava de responder ao exigido pela Lei das Associações. Isso incluía aumentar o número de subscritores do manifesto, de quatro para 15. A escritura legal sairia finalmente em Junho do ano 2000, quase seis meses após as primeiras tentativas. Mas a verdadeira dificuldade estava ainda por chegar.

JLo, faxavori, exonere o KUDURISMO FOTOGRÁFICO dos jovens. Tá fácil: compra máquina DSLR, cria marca e já se é o melhor do mercado

Opinião | Escrever no século 21 (*)

Foto: jornal La Jornada Baja California
O escritor do século 21 enfrenta o perigo de ver sua crítica estética desvanecer pelas leis comuns do governo, mercado, leitores, academia e internet.

A ordem desses poderes varia segundo cada país. Porém, todos eles controlam o escritor literário neste novo século.

Debate | Questiona-se o talento de certos "cantores de estúdio" na música urbana. É COERENTE ACTUAR EM PLAYBACK NO RAMO GOSPEL? ob

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Curiosidades e memórias da AJS (3) | É A REFILAR QUE NOS ENTENDEMOS

No campo das negociações com doadores internacionais, recordo com certa gargalhada uma cena que tem tanto de caricato, como de puxar ao limite a adrenalina, num impasse em que a parte mais vulnerável quase botava tudo a perder, no que poderia pôr em causa a história de realizações da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade), logo no começo, quando ela mais precisava para consolidar o palmarés na gestão de orçamentos. Bem-vindo ao terceiro apontamento sobre as curiosidades e memórias da AJS, desta feita para olhar para as virtudes e defeitos na liderança.

Nisso de invejar a sorte de quem trabalha no ramo de sua paixão vi documentário das vicissitudes de fotógrafos NatGeo. Eu morreria

Curiosidades e memórias da AJS (2) | E QUEM RECUSOU FOMOS NÓS

Ester Tembo (esq), Patissa, Ana Maria (atrás),
colega cujo nome já não recordo
O ano financeiro das agências doadoras fechava entre Julho e Setembro, pelo que a partir de Outubro começavam a surgir, em cadeia de e-mails, as chamadas para apresentação de propostas de projectos para financiamento. A elaboração/sistematização de projectos, cuja habilidade era adquirida e aprimorada em seminários e workshops, constituía, como lhe considerou alguém, “o sangue das organizações”.

Em finais de 2004, chamados de urgência ao gabinete da brasileira Ana Maria, coordenadora do programa de saúde da CRS (Catholic Relief Services), de origem americana, fomos recomendados a apresentar um projecto de combate à malária, que devesse orçar até USD 20 mil. Era o máximo que o doador chamado OMS (Organização Mundial da Saúde) podia cabimentar, valor no entanto insignificante para a dimensão e prestígio da CRS. A negociação com o delegado da OMS viria a sair-se tensa e mandamos o homem “pastar”. E não deixei de festejar um pouco quando no ano seguinte saiu a notícia do afastamento do homenzinho do cargo. Já vamos voltar a este tema.

EXTRACTO (homenagem póstuma a um daqueles amores dos anos de adolescência na esperança de um eterno descanso, todavia prematuro)

Na vida real porém não se podia gabar de tal valentia, se em causa estivesse o resgate de um amor interrompido pelos inoportunos dias infindos de guerra civil. Tinha praticamente acabado de contrair matrimónio quando o conheci, mas cá para mim continuavam a coabitar na sua cabeça a esposa e um amor elevado a um patamar platónico.
Linda tinha o dom de o deixar encabulado. Isso foi naquele tempo em que os rapazes se declaravam, plagiando esta ou aquela letra de música brasileira romântica, Roberto, Fábio, Miranda, Fafá, Camargos e companhia limitada, e aguardavam longos dias pelo sim da rapariga, ou então pela gravidez que não era sua. Naquela época, o ajudante de carpinteiro, Lukamba, vivia entusiasmo redobrado, um pouco por ter achado dicionário lá no serviço, velho, velho como o amor e que tinha ganho já a cor da madeira. Outro pouco do entusiasmo devia-se à intensidade dos sentimentos ou, no mínimo, ansiedade. Porém, quando chegasse perto da rapariga, as palavras fugiam.
— Você me procura, não fala quase nada… — disse-lhe, entre o carinho e o protesto.
— Bem, minha bem-quista, é que quando te vejo, sinto… eh, no peito… algumas espingardas.

A garota, a quem a diastema tornava ainda mais radiante, sorriu um pouco para não deixar de dar o ar simpático. Era bem capaz de nunca ter ouvido falar em espingardas (a guerra comia armamento de verdade, não espingardazinhas).

domingo, 26 de novembro de 2017

Comunicado

Comunica-se aos amigos, leitores e a todos os interessados que no quadro do lançamento e promoção do livro de contos «O Homem que Plantava Aves», em curso em São Paulo, Brasil, onde acaba de ser posto nas bancas pela Editora Penalux, o escritor angolano Gociante Patissa, que não conseguiu deslocar-se para lá, está a ser representado pelos editores Tonho França e Wilson Gorj. Mais informações sobre a aquisição da edição brasileira podem ser obtidas através do site da http://site.editorapenalux.com.br/a-editora Ainda era só isso. Obrigado.
Assina: Sua excelência eu patissagociante@yahoo.com. Benguela, 26 de Novembro de 2017